António Costa não pode «desprezar o que se está a passar», alerta bastonário

11.09.2018

Diretores do Hospital de Gaia abandonam funções em outubro 
Se o Governo não der nenhum «sinal positivo», o diretor clínico e os 51 chefes de equipa do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, que se demitiram, vão abandonar as suas funções a 6 de outubro, avançou esta segunda-feira o bastonário da Ordem dos Médicos.

«A partir do dia 6 de outubro, se o Governo não mostrar nenhum sinal positivo, os clínicos deixam de exercer as suas funções de chefia, o que trará consequências muito graves ao centro hospitalar», disse Miguel Guimarães à Lusa, na sequência de informações obtidas junto de alguns dos demissionários.

É «fundamental» que quem detém o poder político na área da Saúde dê um «sinal positivo» de que vai haver mudanças e, caso esse seja dado, os profissionais demissionários suspendem a sua decisão, garantiu o responsável.

Para Miguel Guimarães, um desses «sinais positivos» seria substituir o presidente do conselho de administração que na sua opinião «nada fez» para alterar a atual situação de degradação do centro hospitalar.

«Ele nem sequer está solidário com os médicos, o que me deixa muito desagradado», acrescentou.
Outros dos indícios de que «a mudança vem caminho» seria consagrar no Orçamento de Estado para 2019 algumas das obras necessárias a realizar no centro hospitalar. 

É «fundamental» que quem detém o poder político na área da Saúde dê um «sinal positivo» de que vai haver mudanças e, caso esse seja dado, os profissionais demissionários suspendem a sua decisão, garantiu Miguel Guimarães

O bastonário lembrou igualmente que é necessário renovar equipamentos, alguns deles já ultrapassados, bem como possibilitar contratações diretas, à semelhança do que aconteceu noutros centros hospitalares do país.

O dirigente alertou ainda para futuras demissões, avisando que se o primeiro-ministro não fizer nada, estas vão repetir-se em mais hospitais do país porque os médicos não estão satisfeitos e estão a fazer um «esforço enorme» para manter os serviços a funcionar.

António Costa «não pode desprezar o que se está a passar», frisou.

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11 de Setembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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