Portugueses fumam menos, mas «é preciso fazer mais»

12.09.2018

Em Portugal há uma morte a cada 50 minutos atribuível ao tabaco
Um em cada cinco portugueses maiores de 15 anos fuma, menos do que a média europeia (28%), o que demonstra que Portugal deu passos certos nesse sentido, afirmou esta terça-feira Kristina Mauer-Stender, responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS) Europa, defendendo, no entanto, que «é preciso fazer mais».

«Atualmente, a taxa de fumadores entre adultos (acima dos 15 anos) é de cerca de 28% na Europa, [mas] em Portugal é de 20%», disse aos jornalistas a diretora do Programa de Controlo do Tabagismo da Organização Mundial de Saúde (OMS) Europa à margem da reunião preparatória dos países da Região Europeia para a Conferência das Partes (COP) da Convenção-Quadro para o Controlo do Tabaco, que termina esta quarta-feira, em Lisboa.

Na opinião da responsável, estes dados demonstram que «Portugal fez algumas coisas certas, mas, claro, todos concordamos que 28% na Europa é demasiado alto, assim como 20% em Portugal é demasiado alto, portanto é preciso fazer mais».

Dados oficiais revelam que em Portugal o consumo de tabaco é responsável por 10,6% das mortes, tendo, só em 2016, morrido mais de 11.800 pessoas por doenças atribuíveis ao tabaco, o que significa uma morte a cada 50 minutos.

«São vidas perdidas para as famílias, para as crianças, mas também para a economia dos países», considerou ainda Kristina Mauer-Stender, defendendo a necessidade de realizar mais ações informativas sobre os malefícios do tabaco. 

Também presente na reunião, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, sublinhou os «avanços significativos» feitos por Portugal nesta área, nomeadamente o melhor acesso às consultas de cessação tabágica.

«Portugal fez algumas coisas certas, mas, claro, todos concordamos que 28% na Europa é demasiado alto, assim como 20% em Portugal é demasiado alto, portanto é preciso fazer mais», defendeu Kristina Mauer-Stender 

«Nos últimos anos aumentámos em mais de 40% os locais [de consultas de cessação tabágica], o que proporcionou que o número de consultas crescesse de forma exponencial», evidenciou.

O governante lembrou igualmente que em 2017 também foi reintroduzida a compartição dos medicamentos antitabágicos, medida que representou um investimento do Estado de cerca de um milhão de euros, mas que fez duplicar de 2016 para 2017 o consumo destes fármacos.

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12 de Setembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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