Taxas de tabagismo e de álcool na Europa são as mais altas do mundo

por Teresa Mendes | 12.09.2018

OMS publica Relatório Europeu de Saúde 2018  
A esperança de média da população europeia continua a aumentar e a mortalidade prematura a diminuir. Contudo, a obesidade, o tabagismo, o álcool e a subvacinação permanecem motivo de preocupação em alguns países, «incapazes de lidar ou reverter estes problemas», salienta a Organização Mundial de Saúde (OMS) Europa.

Estas são as principais conclusões do Relatório Europeu de Saúde 2018, publicado esta quarta-feira, que embora faça um balanço positivo, alerta para a existência de discrepâncias significativas entre países.

«O relatório mostra que a maioria dos países europeus adotou medidas significativas para atingir as principais metas estabelecidas pela Health 2020, contribuindo para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados com a área da saúde», afirmou Zsuzsanna Jakab, diretora-regional da OMS Europa para a Saúde. Contudo, como alerta a especialista, citado num comunicado, «o progresso é desigual, tanto dentro como entre países, entre os sexos e entre gerações». 

«Os fatores de risco relacionados ao estilo de vida são motivo de preocupação, pois podem retardar ou mesmo reverter os grandes ganhos na esperança média de vida se não forem controlados», reforça a responsável na nota à Imprensa.

A obesidade, o tabagismo, o álcool e a subvacinação permanecem motivo de preocupação em alguns países, «incapazes de lidar ou reverter estes problemas», salienta a Organização Mundial de Saúde (OMS) Europa 

Os principais indicadores mostram que a esperança média de vida da população europeia aumentou mais de um ano, quando comparada com dados de há cinco anos atrás. No entanto, ainda há mais de uma década de diferença (11,5 anos) entre os países com maior e menor esperança média de vida.

A sensação de bem-estar dos europeus é das mais elevadas do mundo, mas as variações de país para país são pronunciadas.

O documento aponta ainda um progresso significativo na redução de mortes por todas as causas (todas as idades) desde o início do milénio, com uma redução de cerca de 25% em 15 anos.

Em termos gerais, a Europa está a conseguir superar a meta de reduzir as mortes prematuras das quatro principais doenças não transmissíveis - doenças cardiovasculares, cancro, diabetes mellitus e doenças respiratórias crónicas - em 1,5% por ano até 2020, com os dados mais recentes a apontarem para um declínio de 2% ao ano, em média.

No entanto, os fatores relacionados com o estilo de vida que afetam a mortalidade por essas causas «continuam a ser uma grande preocupação» e «podem retardar, ou mesmo reverter, os ganhos na esperança de vida se não forem controlados», lê-se no relatório.

Segundo o documento, as taxas de tabagismo na Europa são as mais altas do mundo, com um fumador em cada três pessoas. 

Quanto ao álcool, embora o seu consumo na Europa esteja, no geral, a diminuir, o consumo entre os adultos é o mais alto do mundo.

A OMS sublinha igualmente que «mais da metade da população europeia tem excesso de peso» e que «a obesidade nos adultos está numa curva ascendente na maior parte dos países europeus».

Por fim, e embora as taxas de vacinação infantil em geral sejam melhores em toda a Europa, «os recentes surtos de sarampo e rubéola em alguns países estão a colocar em risco a capacidade da Região para eliminar essas doenças», alerta o relatório.

Publicado a cada três anos, este relatório europeu visa acompanhar os progressos em relação aos objetivos estabelecidos pelo quadro político europeu, Saúde 2020, que visa estabelecer sistemas de saúde equitativos, sustentáveis e universais na Europa.

O documento pode ser lido aqui 

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12 de Setembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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