Águas do Tejo com resíduos de 32 fármacos

por Teresa Mendes | 13.09.2018

Estudo publicado online na Science Direct 
Um grupo de cientistas identificou a presença de 32 fármacos nas águas do estuário do Tejo, no âmbito de uma investigação que ainda decorre, anunciou esta quarta-feira a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O próximo passo será determinar a presença destes resíduos em plantas, crustáceos, bivalves e peixes, a par da avaliação do potencial de acumulação ao longo das cadeias alimentares.

Entre as substâncias descobertas pela equipa estão resíduos de antibióticos, de anti-hipertensivos e anti-inflamatórios, que foram encontrados em mais de 90% das amostras de água recolhidas «em toda a extensão do estuário», alertando o comunicado da Faculdade que «a presença destes compostos resulta do uso e consequente libertação contínua destes produtos nas águas residuais».

Estas conclusões são apresentadas no estudo «Screening of human and veterinary pharmaceuticals in estuarine waters: A baseline assessment for the Tejo estuary», coordenado por Vanessa F. Fonseca, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE – Universidade de Lisboa). 

Um grupo de cientistas identificou a presença de 32 fármacos nas águas do estuário do Tejo, no âmbito de uma investigação que ainda decorre, anunciou a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa 

O artigo está já disponível online na Science Direct e será publicado na edição de outubro do Marine Pollution Bulletin.
Os autores identificaram também antidepressivos, reguladores lipídicos e antiepiléticos.

As maiores concentrações de fármacos, usados na medicina humana e veterinária, foram observadas em áreas próximas da saída dos efluentes de tratamento de águas residuais na margem norte da Área Metropolitana de Lisboa e na zona sul do estuário, próximo de Almada e da desembocadura do Tejo.

A investigação iniciada em 2016 decorre no âmbito do projeto Biopharma, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e deverá terminar em 2019.
A equipa integra ainda investigadores da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra e do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária.

18tm37O
12 de Setembro de 2018
1837Pub4f18tm37O

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 23.04.2019

Manifesto da EFPIA reforça os benefícios das vacinas

«Construir uma Europa mais Saudável» é o título do manifesto criado pela Vaccines Europe, o grupo es...

por Teresa Mendes | 23.04.2019

SIM pondera convocar greve dos médicos do Instituto Nacional de Medicina Le...

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) pondera o «endurecimento das formas de luta», nomeadament...

por Teresa Mendes | 23.04.2019

APDIP reclama estatuto de doença crónica para as imunodeficiências primária...

Na semana mundial dedicada às imunodeficiências Primárias, que se assinala de 22 a 29 de abril, a As...

por Teresa Mendes | 22.04.2019

Instituto de Medicina Legal passa a realizar autópsias aos fins-de-semana e...

O Conselho de Ministros (CM) aprovou nesta quinta-feira a proposta de lei que permite ao Instituto N...

por Teresa Mendes | 22.04.2019

Fisioterapeutas contra regulamento do Acto Médico

A Associação Portuguesa de Fisioterapeutas (Apfisio) está contra o projeto de regulamento do Acto Mé...

por Teresa Mendes | 23.04.2019

Encontro internacional debate futuro do envelhecimento<br />  

A Academia Nacional de Medicina de Portugal (ANMP), o Science Advice for Policy by European Academie...

por Teresa Mendes | 22.04.2019

 Luís Martins Amaro nomeado novo presidente do Hospital Garcia de Orta

O actual diretor executivo do agrupamento de centros de saúde Almada-Seixal, Luís Manuel Martins Ama...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.