Parar de fumar reduz o risco de demência em 14%

foto de "dR" | 13.09.2018

Estudo longitudinal publicado na Annals of Clinical and Translational Neurology
Os resultados de um grande estudo longitudinal, que seguiu mais de 51 mil coreanos com mais de 60 anos, revelam que os homens que deixaram de fumar há pelo menos quatro anos reduziram em 14% o risco geral de demência, quando comparados com os que fumavam e os que pararam de fumar há pouco tempo.

O trabalho foi publicado no início de setembro na Annals of Clinical and Translational Neurology.

Esta descoberta sugere um efeito protetor associado à cessação do tabagismo a longo prazo, sendo que aqueles que nunca fumaram viram o seu risco de demência reduzido em 19%.

«Gostaríamos de enfatizar o tabagismo como um fator de risco para a demência», afirmou Daein Choi, da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Seul, na Coreia, ao Medscape Medical News. 

Os resultados de um grande estudo longitudinal revelam que os homens que deixaram de fumar há pelo menos quatro anos reduziram em 14% o risco geral de demência, quando comparados com os que fumavam e os que pararam de fumar há pouco tempo 

«As nossas descobertas podem ajudar os médicos a encorajar seus doentes a pararem de fumar», reforçou o investigador.

As mulheres foram excluídas da análise principal devido às baixas taxas de tabagismo entre as mulheres coreanas.

Para o trabalho, os investigadores identificaram 51.849 homens com 60 anos ou mais do National Health Screening coreano, tendo os participantes sido submetidos a exame físico e preenchido questionários sobre tabagismo e outros fatores durante dois períodos de avaliação: 2002-2003 e 2004-2005. Após exclusões, a coorte final do estudo incluiu 46.140 participantes.

Para as avaliações dos dados foi realizada uma análise multivariada que ajustou a idade do doente, rendimento, atividade física, consumo de álcool, índice de massa corporal, mudança no índice de massa corporal, pressão arterial, glicemia de jejum, colesterol total e o índice de comorbidade de Charlson.

Choi e os colegas também avaliaram uma associação entre cessação do tabagismo e demência vascular, concluindo que os que nunca fumaram apresentaram um menor risco (18%) em comparação com os fumadores.

Além disso, os indivíduos que pararam de fumar há já alguns anos viram o risco de demência vascular reduzido em 32%, em comparação com os fumadores.


18tm37N
12 de Setembro de 2018
1837Pub4f18tm37N

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Ernestina Reis | 16.11.2018

Uso inadequado e resistência a antimicrobianos

Opinião de Ernestina Reis<br /> <br /> Os antimicrobianos são medicamentos que têm como finalidade...

por Teresa Mendes | 16.11.2018

Municípios vão passar a gerir equipamentos das instalações dos centros de s...

O Conselho de Ministros (CM) aprovou esta quinta-feira a transferência para os municípios das compet...

por Teresa Mendes | 16.11.2018

Dinamarca vai ter centro internacional para lutar contra resistência a anti...

O Governo dinamarquês anunciou a criação de um centro de investigação internacional para lutar contr...

por Teresa Mendes | 16.11.2018

Coimbra acolhe 2.º Seminário da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Saúde...

A Sociedade Portuguesa para o Estudo da Saúde Mental (SPESM) organiza, em Coimbra, o 2.º Seminário d...

16.11.2018

APAH defende «via verde» para a Oncologia

O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) defende a criação de v...

por Teresa Mendes | 15.11.2018

Médicos vão ter apoio financeiro da OM para formação e publicação de trabal...

A Ordem dos Médicos (OM) aprovou o Regulamento do Fundo de Apoio à Formação Médica (FAFM).<br /> A...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.