Retinopatia diabética: CSP obrigados a realizar rastreio anual

por Teresa Mendes | 14.09.2018

Medida da DGS deverá estar a funcionar em pleno até ao final de 2019
As unidades de cuidados de saúde primários (CSP) vão passar a ter que realizar o rastreio da retinopatia diabética (RD) a todos os utentes com diabetes uma vez por ano, estabelece uma norma publicada esta sexta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS). A medida deverá estar a funcionar em pleno até ao final de 2019.

«Como a diabetes constitui um grave problema de saúde pública, nomeadamente pela sua elevada prevalência, é necessário que no Serviço Nacional de Saúde se desenvolvam esforços acrescidos na prevenção, identificação e tratamento das suas complicações major», sublinha a norma, acrescentando que este estas, «a RD é a principal causa de cegueira evitável na população entre os 20 e 64 anos de idade».

A norma estabelece ainda um algoritmo de tratamento, no qual adapta a intervenção a cada estadiamento da doença, sendo objetivo evitar que a doença evolua para estádios mais graves de RD.

Em termos organizacionais, a DGS prevê a criação de Centros de Diagnóstico e Tratamento Integrados (CDTI), de forma articulada com 5 níveis de intervenção, tendo em conta a gravidade da RD e os respetivos cuidados de diagnóstico e terapêutica necessários.

As unidades de cuidados de saúde primários (CSP) vão passar a ter que realizar o rastreio da retinopatia diabética a todos os utentes com diabetes uma vez por ano

A estrutura será sustentada por uma Plataforma Digital de Gestão da Retinopatia Diabética (integrada no SiiMA rastreios) já em utilização e que permite a transmissão de toda a informação entre os diferentes intervenientes no rastreio.


Segundo o documento, os doentes cujo rastreio apresente uma retinografia normal são convocados para novo rastreio um ano depois. Já os que tenham uma retinografia anormal são referenciados na plataforma eletrónica para os Centros de Leitura Humana e Referenciação de Retinopatia Diabética (CLHR-RD) para realizarem a leitura e fazerem o diagnóstico com estadiamento da doença diabética ocular, sendo depois referenciados para um CDTI considerando o nível de intervenção adequado a cada caso específico.

Por fim, as pessoas com diabetes que, após tratamento da retinopatia, tenham alta hospitalar e apenas necessitem de realização de retinografia anual, entram num programa de monitorização, no âmbito dos CSP.

Estima-se que existam em Portugal 250 mil diabéticos tipo 2 com Retinopatia Diabética (RD), em vários estadiamentos de gravidade da retinopatia. 

A norma da DGS pode ser lida na íntegra aqui

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14 de Setembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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