Governo nomeia responsável para criar unidades de hospitalização domiciliária

por Teresa Mendes | 17.09.2018

Escolha do MS recai em Delfim Rodrigues

 
O ex-presidente do conselho de administração (CA) do Hospital de Guimarães, Delfim Rodrigues, foi nomeado, pelo Ministério da Saúde (MS), responsável pela implementação e dinamização das Unidades de Hospitalização Domiciliária nos estabelecimentos hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Um despacho publicado hoje no Diário da República nomeia o licenciado em Direito e pós-graduado em Administração Hospitalar, referindo ser «indispensável assegurar a harmonização, a nível nacional», dos planos propostos por cada dos hospitais para a implementação e dinamização das Unidades de Hospitalização Domiciliária.

O diploma, assinado pela secretária de Estado, Rosa Valente de Matos Zorrinho, salienta ainda que o Governo pretende estimular o «cuidar em casa», numa perspetiva multidisciplinar e de continuidade, incluindo não só os cuidados de saúde, como também o apoio aos cuidados pessoais e a articulação com as respostas da comunidade. 

«O cuidar em casa deslocaliza os cuidados das instituições para o domicílio, conduzindo assim a uma redefinição dos processos de cuidados e a uma estreita colaboração entre os vários intervenientes, desde os cuidados de saúde primários até à rede nacional de cuidados continuados integrados (RNCCI) e passando pelos hospitais, designadamente através das unidades de saúde familiar, das unidades de cuidados de saúde personalizados, das unidades de cuidados na comunidade, da hospitalização domiciliária, das equipas de cuidados continuados integrados da RNCCI, dos serviços sociais e de outros agentes da comunidade», lê-se no normativo
 
O ex-presidente do conselho de administração do Hospital de Guimarães, Delfim Rodrigues, foi nomeado, pelo Ministério da Saúde, responsável pela implementação e dinamização das Unidades de Hospitalização Domiciliária nos estabelecimentos hospitalares do SNS

Para o desenvolvimento destas unidades, Delfim Rodrigues, que também foi diretor-geral da saúde no período de 1993-1994, vai contar com o apoio das Administrações Regionais de Saúde, ao nível regional; da Secretaria-Geral do Ministério da Saúde, que assegura o apoio logístico e administrativo necessário; e das instituições e serviços do MS, quando tal se justificar.

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17 de Setembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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