Comissão de Utentes do Médio Tejo alerta para problemas na Região 

19.09.2018

Caderno reivindicativo entregue ao primeiro-ministro 
A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) entregou, esta terça-feira, na residência oficial do primeiro-ministro, um caderno reivindicativo para melhorar as condições de acesso aos serviços de saúde daquela região com mais de 10 mil assinaturas.

«O que a delegação da CUSMT entregou ao assessor do primeiro-ministro António Costa foi uma carta alertando para questões fundamentais a resolver no domínio do acesso aos cuidados de saúde e também as mais de 10 mil assinaturas recolhidas nos 13 concelhos da região para reclamar a melhoria das urgências», disse à agência Lusa Judite Gomes, da comissão de utentes.

Na carta, à qual a Lusa teve acesso, os utentes reclamam a melhoria dos serviços de urgência no Médio Tejo, no distrito de Santarém, com a reabertura das unidades médico-cirúrgicas de Tomar e Torres Novas do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e da Pediatria nos hospitais de Abrantes e de Tomar.
 
A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) entregou, na residência oficial do primeiro-ministro, um caderno reivindicativo para melhorar as condições de acesso aos serviços de saúde daquela região com mais de 10 mil assinaturas

A iniciativa, agora formalizada, «vem na sequência de um conjunto de outras iniciativas institucionais», nomeadamente junto do Ministério da Saúde, de autarquias, de grupos parlamentares e do conselho de administração do CHMT, explicou Judite Gomes.

«Há muitos anos que alertamos para estes problemas e esperemos que, com mais esta iniciativa, olhem para estas questões e as resolvam a bem dos utentes da saúde e das suas famílias, que tão penalizados têm sido ao nível do acesso aos cuidados de saúde, mas também em deslocações entre hospitais e pagamento de portagens, entre outras problemas que justificavam mais atenção e rápida resolução», defendeu a responsável.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei e de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

Na carta hoje entregue ao primeiro ministro, a CUSMT defende que a urgência médico-cirúrgica «deve legalmente ser atribuída ao CHMT, permitindo assim ao conselho de administração, mediante os meios disponíveis, organizar o serviço nas três unidades do CHMT».

Segundo os utentes, esta seria «a forma de o CHMT passar a ter a capacidade de responder prontamente e com qualidade a todas as situações urgentes da região» e «contribuir para aliviar sofrimento e despesas a utentes e familiares, assim como uma utilização menos intensiva dos transportes inter-hospitalares».

O documento defende também que «as urgências de Pediatria, neste momento localizadas na unidade de Torres Novas, sejam também abertas nas unidades de Abrantes e de Tomar».

Judite Gomes lamentou ainda que «as anunciadas obras na requalificação das urgências do hospital de Abrantes nunca tenham, sequer, começado» e lembrou que, «há três anos, a CUSMT entregou um abaixo-assinado com 30 mil assinaturas» que «já alertava para o problema do Serviço de Urgências» no Médio Tejo.

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19 de Setembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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