«Acesso à saúde é caro e tem de ser pago», alerta Teodora Cardoso

por Teresa Mendes | 21.09.2018

Presidente do Conselho das Finanças Públicas defende consenso social e político
A presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP) alertou esta quinta-feira para a necessidade do controlo da despesa na saúde, considerando ser necessário atingir um «consenso social e político» neste setor.

«É preciso um consenso social, não só a nível político, mas de todos nós. A ideia de que é gratuito e por isso se pode gastar à vontade não é verdade.
Pode ser gratuito o acesso à saúde e devemos fazer tudo para que continue a ser, mas esse acesso é caro e tem de ser pago», advertiu Teodora Cardoso, na apresentação da segunda edição do relatório «Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2018-2022».

Na opinião da responsável, a saúde é um setor «complexo», mas que «precisa de ser trabalhado», tendo em conta o aumento esperado da despesa devido ao fator de envelhecimento da população e também da evolução tecnológica que, em alguns casos, é cara, como as novas terapias.

«Pode ser gratuito o acesso à saúde e devemos fazer tudo para que continue a ser, mas esse acesso é caro e tem de ser pago», advertiu Teodora Cardoso 

«Durante muitos anos a saúde viveu sob a regra do tendencialmente gratuito, mas nada é gratuito. É preciso que as pessoas aprendam a lidar com isso.
É inevitável o aumento dos custos para a saúde», sublinhou.

Relativamente às contas públicas na generalidade, o CFP projeta, até 2022, uma redução da dívida de quase 20 pontos percentuais, face ao final de 2017, passando de 125,7% do PIB para 106,1% ao longo do exercício.

O relatório pode ser lido na íntegra aqui 

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21 de Setembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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