Satisfação dos utentes deve contar para a avaliação dos CA dos hospitais

25.09.2018

Medida defendida por Alexandre Lourenço, presidente da APAH 
A satisfação dos utentes deve contar para a avaliação dos conselhos de administração (CA) dos hospitais, defende o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).
O responsável alega ainda ser fundamental que os doentes e os profissionais de saúde participem na gestão dos hospitais.

Em entrevista à agência Lusa, a propósito do 27.º congresso da Associação Europeia dos Administradores Hospitalares, que decorre entre quarta e sexta-feira, no Centro de Congresso do Estoril, em Cascais, Alexandre Lourenço afirma que «é necessário criar mecanismos de melhoria da experiência dos doentes nos hospitais», levando-os para a gestão hospitalar, primeiro de modo consultivo, ouvindo as suas opiniões e a sua avaliação.

«Os serviços de saúde estão organizados de forma diferente dos restantes serviços que a população usa. Os hospitais e os centros de saúde mantêm uma organização que é, muitas vezes, avessa à experiência do doente.

Temos de perceber com os doentes que mudanças estruturais têm de existir no sistema», argumenta o presidente da APAH.

O responsável indica, a título de exemplo, que não se devem «chamar os doentes para irem todos os dias, em dias diferentes, fazer procedimentos aos hospitais».
Para isso, defende que é necessário ouvir os doentes, com consultas que podem ser feitas através de inquérito, fazendo até depender a avaliação dos conselhos de administração e dos administradores da opinião dos utentes.

A satisfação dos utentes deve contar para a avaliação dos conselhos de administração dos hospitais, defende o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. O responsável alega ainda ser fundamental que os doentes e os profissionais de saúde participem na gestão dos hospitais

«Hoje em dia, de uma forma genérica, nos vários serviços públicos e privados que usamos somos inquiridos sobre a nossa satisfação.
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) serve as pessoas, não é um serviço passivo em que as pessoas têm caridosamente acesso a cuidados de saúde», considera.

Os administradores pretendem ainda que os profissionais de saúde participem também na gestão dos hospitais, devendo igualmente contribuir para avaliar o desempenho das administrações.

Uma «avaliação permanente de todos os atores interessados no sistema de saúde» contribuirá para que haja gestores «preparados e qualificados», conclui.  

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25 de Setembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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