Nobel da Medicina distingue descobertas na área da imunoterapia
foto de "DR" | 01.10.2018
James P. Allison e Tasuku Honjo são os premiados de 2018
O prémio Nobel da Medicina ou Fisiologia de 2018 foi atribuído aos investigadores James P. Allison e Tasuku Honjo pelas descobertas relacionadas com o papel do sistema imunitário na luta contra o cancro, anunciou esta segunda-feira o comité do Nobel no Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia).
O prémio tem um valor de nove milhões de coroas suecas (cerca de 871 mil euros).
Os cientistas laureados descobriram novas formas de bloquear os «travões» do sistema imunitário que se revelaram muito eficazes no tratamento do cancro.
«Um novo paradigma» na luta contra a doença, considerou o comité do Nobel num comunicado.
«Estimulando a capacidade do nosso sistema imunitário em atacar as células cancerígenas, os laureados do prémio Nobel deste ano estabeleceram todo um novo princípio de tratamento e um marco na luta contra o cancro», sublinha ainda o Comité na nota à Imprensa.
James Allison, 70 anos, natural do Texas, Estados Unidos, estudou a proteína CTLA-4, que já se sabia que funcionava como um travão nas células T.
O prémio Nobel da Medicina ou Fisiologia de 2018 foi atribuído aos investigadores James P. Allison e Tasuku Honjo pelas descobertas relacionadas com o papel do sistema imunitário na luta contra o cancro
Contudo, o cientista foi mais longe ao desenvolver um anticorpo que se poderia ligar ao CTLA-4 e bloquear a sua função. Os resultados das investigações comprovaram isso mesmo. O bloqueio da CTLA-4 interrompeu o travão das células T, desencadeando o sistema imunológico a atacar as células cancerígenas.
Em 1992, alguns anos antes da descoberta de Allison, Tasuku Honjo, 76 anos, de Quioto, Japão, descobriu a PD-1, outra proteína expressa na superfície das células-T. Determinado a desvendar seu papel, ele explorou meticulosamente a sua função numa série de experiências.
Os resultados mostraram que a PD-1, tal como a CTLA-4, funciona como um travão das células T, embora funcione através de um mecanismo diferente.
Os prémios Nobel, criados em 1895 pelo químico, engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel (inventor da dinamite), foram atribuídos pela primeira vez em 1901.
Mais informações
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01 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
O prémio tem um valor de nove milhões de coroas suecas (cerca de 871 mil euros).
Os cientistas laureados descobriram novas formas de bloquear os «travões» do sistema imunitário que se revelaram muito eficazes no tratamento do cancro.
«Um novo paradigma» na luta contra a doença, considerou o comité do Nobel num comunicado.
«Estimulando a capacidade do nosso sistema imunitário em atacar as células cancerígenas, os laureados do prémio Nobel deste ano estabeleceram todo um novo princípio de tratamento e um marco na luta contra o cancro», sublinha ainda o Comité na nota à Imprensa.
James Allison, 70 anos, natural do Texas, Estados Unidos, estudou a proteína CTLA-4, que já se sabia que funcionava como um travão nas células T.
O prémio Nobel da Medicina ou Fisiologia de 2018 foi atribuído aos investigadores James P. Allison e Tasuku Honjo pelas descobertas relacionadas com o papel do sistema imunitário na luta contra o cancro
Contudo, o cientista foi mais longe ao desenvolver um anticorpo que se poderia ligar ao CTLA-4 e bloquear a sua função. Os resultados das investigações comprovaram isso mesmo. O bloqueio da CTLA-4 interrompeu o travão das células T, desencadeando o sistema imunológico a atacar as células cancerígenas.
Em 1992, alguns anos antes da descoberta de Allison, Tasuku Honjo, 76 anos, de Quioto, Japão, descobriu a PD-1, outra proteína expressa na superfície das células-T. Determinado a desvendar seu papel, ele explorou meticulosamente a sua função numa série de experiências.
Os resultados mostraram que a PD-1, tal como a CTLA-4, funciona como um travão das células T, embora funcione através de um mecanismo diferente.
Os prémios Nobel, criados em 1895 pelo químico, engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel (inventor da dinamite), foram atribuídos pela primeira vez em 1901.
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01 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
Nobel da Medicina distingue descobertas na área da imunoterapia