Doentes vão poder ficar internados em casa

por Teresa Mendes | 03.10.2018

Hospitais vão disponibilizar hospitalização domiciliária a partir de março de 2019
Seguindo o exemplo pioneiro do Hospital Garcia de Orta, em Almada, 23 hospitais públicos vão passar a disponibilizar hospitalização domiciliária a partir de março de 2019.
Os doentes vão poder recuperar de uma doença aguda em casa, mas recebendo cuidados e assistência hospitalar.

Essa valência será estendida aos restantes hospitais até junho de 2019.

Os protocolos de compromisso com as 23 unidades hospitalares foram assinados esta quarta-feira, pelo Ministério da Saúde, numa cerimónia, em Lisboa, que marcou o início da «estratégia para a hospitalização domiciliária».

Essa intenção é formalizada no despacho publicado no mesmo dia no Diário da República, o qual determina que «todas as entidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que tiveram financiamento para constituição de Unidades de Hospitalização Domiciliária (UHD), devem assegurar que a respetiva atividade assistencial se inicia até final de março de 2019». 

Quanto às restantes unidades, estas têm mais três meses, até 30 de junho, para assegurar esse serviço. «As Administrações Regionais de Saúde (ARS) devem apresentar, até 31 de dezembro de 2018, um plano de alargamento das UHD nas restantes entidades hospitalares do SNS, a executar até 30 de junho de 2019», pode ler-se no despacho

Estas Unidades vão poder constituir-se como Centros de Responsabilidade Integrados (CRI), sendo que até 30 de novembro de 2018 a Direção-Geral da Saúde terá de publicar uma Norma de Orientação Clínica (NOC) que defina, de acordo com a literatura internacional, a lista de patologias tipicamente elegíveis e os critérios gerais de inclusão e exclusão para este tipo de internamento domiciliário.

Vinte e três hospitais públicos vão passar a disponibilizar hospitalização domiciliária a partir de março de 2019, permitindo aos doentes recuperar de uma doença aguda em casa, mas recebendo cuidados e assistência hospitalar. Essa valência será estendida aos restantes hospitais até junho de 2019

Estas unidades vão funcionar 24 horas por dia e todos os 365 dias do ano, com apoio médico e de enfermagem em permanência e prevenção à noite.

O Ministério da Saúde argumenta que a hospitalização domiciliária, enquanto modelo de prestação de cuidados em casa, afigura-se como «uma alternativa ao internamento convencional, proporcionando assistência contínua e coordenada aos cidadãos que, requerendo admissão hospitalar para internamento, cumpram um conjunto de critérios clínicos, sociais e geográficos que permitem a sua hospitalização no domicílio». 

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03 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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