Nobel da Química premeia combate de doenças autoimunes e cancros metastáticos

04.10.2018

Prémio atribuído a dois norte-americanos e a um britânico

 
 O prémio Nobel da Química 2018 foi atribuído a dois norte-americanos e a um britânico pela utilização dos princípios da evolução para desenvolver proteínas que resolvem os problemas químicos da humanidade, anunciou a Real Academia Sueca de Ciências esta quarta-feira.

O prémio deste ano foi atribuído metade à norte-americana Frances H. Arnold e a outra metade em conjunto ao norte-americano George P. Smith e ao britânico Gregory P. Winter, andisse Göran K. Hansson, secretário-geral da Real Academia Sueca de Ciência.

Em comunicado, a Academia explica que os três cientistas distinguidos com o Nobel da Química 2018 «inspiraram-se no poder da evolução e usaram os mesmos princípios - alterações genéticas e seleção - para desenvolver proteínas que resolvem os problemas químicos da humanidade».
«Enzimas produzidas através da evolução seletiva são usadas para fabricar tudo, desde os biocombustíveis até fármacos. Anticorpos desenvolvidos através do método “phage display” combatem doenças autoimunes e em alguns casos curam cancros metastáticos», exemplifica a Academia.

Frances H. Arnold foi o responsável, em 1993, pela primeira evolução dirigida de enzimas químicas, recorda o júri. Os seus métodos foram, entretanto, afinados e são atualmente usados rotineiramente para desenvolver novos catalisadores, cujas utilizações passam pela produção mais ecológica de químicos como fármacos ou biocombustíveis, pode ler-se no comunicado

George P. Smith desenvolveu, em 1985, um método conhecido como «phage display», em que um fago - um vírus que infeta bactérias - é utilizado para fazer desenvolver novas proteínas. 

O prémio Nobel da Química 2018 foi atribuído a dois norte-americanos e a um britânico pela utilização dos princípios da evolução para desenvolver proteínas que resolvem os problemas químicos da humanidade, anunciou a Real Academia Sueca de Ciências

Por seu lado, Gregory Winter usou este método para a evolução dirigida de anticorpos, com o objetivo de produzir novos medicamentos.
O primeiro fármaco criado com este método, o adalimumab, foi aprovado em 2002 e é usado para a atrite reumatoide, a psoríase e a doença inflamatória do intestino.

Desde então, o método tem permitido produzir anticorpos que neutralizam toxinas, combatem doenças autoimunes e curam cancros metastáticos. 
O prémio Nobel da Química, com um valor pecuniário de nove milhões de coroas (870 mil euros), é o terceiro destes galardões a ser anunciado, seguindo-se, nos próximos dias, os da Paz e da Economia.

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04 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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