Cancro do colo do útero pode deixar de ser um problema de Saúde Pública na Austrália

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 09.10.2018

Estudo publicado na The Lancet Public Health 
Se os atuais níveis de vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV) e o rastreio oncológico para diagnóstico precoce se mantiverem, a Austrália deverá reduzir a incidência do cancro do colo do útero para menos de quatro novos casos por 100 mil mulheres até 2028, salienta um estudo publicado na The Lancet Public Health.

Num país onde a média é, atualmente, de sete doentes por 100 mil habitantes, a expectativa é chegar a um novo caso pelo mesmo número de mulheres até 2066.

Aliás, os autores do estudo divulgado no dia 2 de outubro – intitulado «The projected timeframe until cervical cancer elimination in Australia: a modelling study» - acreditam que «o cancro do colo do útero deverá deixar de ser um problema de Saúde Pública na Austrália nos próximos 20 anos».

Esta previsão está intimamente relacionada com o facto de aquele país ter sido um dos primeiros a introduzir a vacina para mulheres contra o HPV, em 2007, e com o alargamento da imunização aos rapazes - que podem ser transmissores do vírus - em 2013, bem como de eficazes programas de rastreio.

Se os atuais níveis de vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV) e o rastreio oncológico para diagnóstico precoce se mantiverem, a Austrália deverá reduzir a incidência do cancro do colo do útero para menos de quatro novos casos por 100 mil mulheres até 2028

Os autores do estudo, que pode ser consultado aqui, tiveram como objetivo identificar os primeiros anos em que a incidência anual padronizada por idade do cancro do colo do útero na Austrália (que atualmente é de sete casos por 100 000 mulheres) poderia diminuir abaixo de dois limiares anuais considerados potenciais limiares de eliminação: seis novos casos por 100 000 mulheres ou quatro novos casos por 100 000 mulheres.

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09 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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