Maioria dos portugueses diz que saúde não é uma prioridade para o Governo

11.10.2018

Inquérito realizado no âmbito do projeto «3F» 
Três em cada quatro portugueses consideram que a saúde não é uma prioridade para o Governo, apontando para pouca preocupação com os utentes, demoras no atendimento e falta de profissionais de saúde, revela um inquérito realizado no âmbito do projeto «3F – Financiamento, Fórmula para o Futuro», da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).

O inquérito, que foi realizado a mais de 600 adultos portugueses, tendo em conta a estratificação da população, revela que «74% dos inquiridos diz que a saúde não é uma prioridade para o Governo em Portugal».

Esta maioria considera, nomeadamente, que existe «pouca preocupação com a saúde dos utente», que «os tempos de espera longos», que existe «falta de médicos/profissionais de saúde» e também um «baixo investimento na saúde».

Os inquiridos criticam sobretudo o tempo de espera para cirurgias e para primeiras consultas, sendo que os portugueses que moram no interior são mais críticos do acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) do que os que vivem no litoral.

Na sua última visita ao hospital, quase nove em cada dez inquiridos recorreram ao serviço público, mas quase 30% diz que escolheu uma unidade do SNS por ser mais barato do que o privado.

Aliás, os inquiridos caracterizam os hospitais privados como mais rápidos e com melhor atendimento e avaliam-nos melhor em vários critérios. Contudo, na competência e conhecimentos dos profissionais de saúde a diferença entre público e privado é quase nula.

Três em cada quatro portugueses consideram que a saúde não é uma prioridade para o Governo, apontando para pouca preocupação com os utentes, demoras no atendimento e falta de profissionais de saúde

É no item dos tempos de espera para consultas e exames que os hospitais públicos surgem mais penalizados na avaliação comparativa com as unidades privadas.

Quanto ao financiamento, os inquiridos consideram que a saúde é a segunda área a receber mais financiamento estatal, seguida da segurança social.
Ainda assim, 70% entendem que o valor atribuído à saúde é insuficiente.

O relatório final, que foi apresentado esta quarta-feira, em Lisboa, está disponível aqui 

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11 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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