Primeiros testes rápidos são «marco histórico no combate à epidemia» do VIH

11.10.2018

Conferência «Cidades na via rápida para eliminar o VIH»
«Continuamos em Portugal a diagnosticar os doentes muito tardiamente», alertou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde esta quarta-feira no Parlamento, defendendo ser necessário «transformar o teste do VIH em algo fácil e acessível para qualquer pessoa, em qualquer lugar e a qualquer hora».

Precisamente por isso, Fernando Araújo anunciou que os primeiros testes rápidos de rastreio do VIH/Sida e dos vírus da hepatite em farmácias estão já disponíveis em Cascais, representando «um marco histórico no combate a esta epidemia».

Apesar de um percurso «consistente e muito positivo» e de ter reduzido o número de novos infetados em cerca de 54% entre 2008 e 2016, «Portugal continua a apresentar uma das mais elevadas taxas de incidência na infeção por VIH na União Europeia», destacou também o governante na sua intervenção na conferência «Cidades na via rápida para eliminar o VIH», que se realizou na Assembleia da República, em Lisboa.

A este propósito foi anunciada a entrada de sete novos municípios nesta «via rápida». Almada, Amadora, Loures, Oeiras, Odivelas, Portimão e Sintra assinaram na ocasião uma declaração conjunta, juntando-se desta forma a Cascais, Lisboa e Porto no compromisso de erradicar a doença até 2020.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde prestou ainda homenagem à professora Odette Ferreira «pelo enorme legado que deixou enquanto pioneira na investigação e pelo inestimável papel que desempenhou na luta contra a Sida, sempre à frente do seu tempo». 

«Continuamos em Portugal a diagnosticar os doentes muito tardiamente», alertou Fernando Araújo no Parlamento, defendendo ser necessário «transformar o teste do VIH em algo fácil e acessível para qualquer pessoa, em qualquer lugar e a qualquer hora» 

Intervindo na abertura da sessão, o ministro da Saúde salientou que Portugal «tem sido capaz de compreender o fenómeno das doenças transmissíveis como um fenómeno global, que carece de uma abordagem integrada, não apenas dos serviços de saúde, mas sobretudo da comunidade».

Dirigindo-se aos autarcas, Adalberto Campos Fernandes desejou «uma vontade forte» no trabalho de combate ao VIH/Sida, pois tal «resultará num benefício para o conjunto dos cidadãos e, sobretudo, para os indicares de saúde em Portugal que, felizmente, também não param de melhorar».

Recorde-se que o projeto «Cidades na via rápida para eliminar o VIH/Sida» - Fast Track Cities - foi Lançado em Paris em 2014 e tem como objetivo acelerar a resposta a esta doença e atingir, até 2020, as metas 90-90-90, que correspondem a 90% das pessoas que vivem com VIH, a saber que têm o vírus; 90% das pessoas diagnosticadas com VIH a receber tratamento; e 90% das pessoas em tratamento com carga viral indetetável.

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11 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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