Estudo revela «enormes diferenças regionais» nas cirurgias à coluna

16.10.2018

Investigação apresentada no Dia Mundial da Coluna 
No Dia Mundial da Coluna, que se assinala esta terça-feira, 16 de outubro, um estudo revela que existem «enormes diferenças regionais nas cirurgias à coluna» em Portugal.
Segundo o documento, há certas cirurgias que quase não são feitas em determinadas regiões do país, sobretudo em alguns distritos do Interior ou no Algarve.

A investigação sobre “O Panorama das Cirurgias da Coluna no Serviço Nacional de Saúde”, realizadas entre 2011 e 2016, apresentada hoje, em Lisboa, conclui que existem diferenças substanciais regionais, o que leva os médicos a suspeitar que os doentes de determinadas zonas têm muito mais dificuldades em aceder aos tratamentos.

Da autoria da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV), da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia e da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia, o estudo revela que entre 2011 e 2016 os hospitais públicos portugueses trataram 42.750 doentes, sendo que «em algumas regiões as taxas de procedimentos, francamente abaixo da média, podem explicar-se pela eventual escassez de recursos técnicos para a sua execução» e também pelas dificuldades dos médicos de família em referenciar as patologias da coluna», considera Manuel Tavares de Matos, presidente da SPPCV, em declarações à Lusa.

No Dia Mundial da Coluna, que se assinala esta terça-feira, 16 de outubro, um estudo vem revelar «enormes diferenças regionais nas cirurgias à coluna» em Portugal. Segundo o documento, há certas cirurgias que quase não são feitas em determinadas regiões do país, sobretudo em alguns distritos do Interior ou no Algarve 

Nelson Carvalho, coordenador da Secção de Coluna da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia, diz ainda que as taxas de procedimentos muito acima da média registam-se particularmente junto de centros de tratamentos, o que se poderá explicar «pela proximidade geográfica aos centros, já que as cirurgias à coluna podem representar procedimentos invasivos e com período de internamento prolongados, o que pode afastar os doentes que residem mais longe dos centros tratamento».

Referências:
http://sppcv.org/
http://www.spnc.pt/home_page_1
http://www.spot.pt/

18tm42h
16 de Outubro de 2018
1842Pub2f18tm42h

Publicada originalmente em www.univadis.pt

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