Portugal tem  40 anos de atraso na promoção da alimentação saudável

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 18.10.2018

Alerta da bastonária da Ordem dos Nutricionistas, no Dia Mundial da Alimentação
A Ordem dos Nutricionistas (ON) diz que Portugal tem 40 anos de atraso em matéria de promoção da alimentação saudável, defendendo que é preciso impor «mais ritmo e mais intensidade» nas medidas para melhorar os hábitos alimentares da população portuguesa.

«Portugal tem que impor mais ritmo e mais intensidade àquilo que são as medidas para promover a alimentação saudável», defendeu a bastonária da ON, Alexandra Bento, esta terça-feira, num encontro com jornalistas para assinalar o Dia Mundial da Alimentação.

Embora considere a criação da estratégia integrada para a promoção da alimentação saudável em 2017 como um «marco histórico, a dirigente alertou que o importante agora é que «saia do papel com um grande ritmo e intensidade» e que as medidas nela inscritas sejam implementadas no terreno.

Na opinião de Alexandra Bento, «Portugal acordou muito tarde em relação àquilo que têm sido os reptos de organizações internacionais, como é o caso da FAO [Organização das Nações Unidas para a Alimentação] que em 1974 dizia que todos os países deviam traçar uma política alimentar e nutricional para o seu país». 

«Portugal tem que impor mais ritmo e mais intensidade àquilo que são as medidas para promover a alimentação saudável», defendeu a bastonária da ON, Alexandra Bento, esta terça-feira, num encontro com jornalistas para assinalar o Dia Mundial da Alimentação 

Passaram mais de 40 anos até que Portugal traçasse essa política e esse atraso é visível na prevalência da obesidade (22,3%), da diabetes (13%), da hipertensão arterial (40%), evidenciou a bastonária, observando ainda que mais de metade da população tem peso a mais, que uma em cada dez crianças é obesa e um terço tem peso a mais».

Estes dados «fazem-nos ver que acordámos muito tarde, mas se despertamos para o problema então temos que pôr medidas em ação com muita força e esta força exige a continuidade daquilo que está desenhado. Não podemos abrandar de maneira nenhuma», avisou.

A Ordem dos Nutricionistas adverte ainda que, em Portugal, a prevalência de doenças crónicas associadas a desequilíbrios nutricionais «assumem níveis preocupantes», sublinhando que, segundo a Direção-Geral da Saúde, metade das causas de doença e de morte no país tem relação direta com a alimentação.

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17 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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