Hospitais vão adotar o 2222 para ativar equipas de emergência médica intra-hospitalar

por Teresa Mendes | 18.10.2018

Ministério da Saúde publica despacho com a decisão
Até ao final de março de 2019, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão ter de adotar o número 2222 na rede telefónica interna para ativação da Equipa de Emergência Médica Intra-Hospitalar (EEMI).

O objetivo é conseguir uma intervenção precoce de forma a diminuir a mortalidade e a morbilidade dos doentes hospitalizados que sofrem um processo de deterioração clínica agudo.

Até agora não havia nenhum número específico para a ativação destas equipas, deixando-se esse aspeto à decisão de cada hospital, ao contrário do que acontece para as situações de emergência fora dos hospitais, em que existe um número único Europeu (112).

Um despacho do Ministério da Saúde, publicado esta segunda-feira no Diário da República, salienta que «todos os anos ocorrem, na Europa, cerca de 300 000 paragens cardiorrespiratórias intra-hospitalares», alertando que «a probabilidade de sobrevivência associada a fenómenos de paragem cardiorrespiratória diminui de forma inversa ao tempo decorrido até à efetivação de manobras de suporte básico e ou avançado de vida».

Neste contexto, «a rápida ativação das EEMI é crucial, demonstrando a evidência científica disponível nesta matéria que os atrasos na resposta prestada pela equipa de emergência intra-hospitalar encontram -se associados a taxas de sobrevivência mais reduzidas», pode ler-se o diploma.

Segundo a Tutela, «as taxas de sobrevivência verificadas, em situações em que a prontidão da resposta intra-hospitalar permitiu intervenção clínica antes de decorridos três minutos após a paragem cardiorrespiratória, são significativamente superiores».

Até ao final de março de 2019, os hospitais do SNS vão ter de adotar o número 2222 na rede telefónica interna para ativação da Equipa de Emergência Médica Intra-Hospitalar. O objetivo é conseguir uma intervenção precoce para diminuir a mortalidade e a morbilidade dos doentes hospitalizados que sofrem um processo de deterioração clínica agudo 

Considerando relevante, a uniformização do número de emergência, o Ministério salienta que «uma grande percentagem de profissionais de saúde não conhece o número utilizado no seu hospital para situações de emergência intra-hospitalar, sendo frequente os profissionais de saúde trabalharem em mais do que um hospital, o que pode ter impactos na segurança e nos tempos de resposta».

O despacho refere igualmente que em países em que existe um número único transversal a todas as suas instituições de saúde, como é o caso do Reino Unido, onde o 2222 está implementado desde 2004, «98 % dos profissionais
conhecem este número».

O despacho pode ser consultado aqui  

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17 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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