Dieta rica em gordura aumenta resistência à ação da insulina

18.10.2018

Estudo desenvolvido pela FMUP e CINTESIS 
Um estudo desenvolvido por investigadoras da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FUMP) e do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde - CINTESIS concluiu que uma dieta rica em gordura aumenta a resistência à ação da insulina, aumentando, dessa forma, o risco associado a pacientes com diabetes tipo 2.

De acordo com as autoras do estudo, apresentado esta quarta-feira na 10.ª edição do Simpósio em Metabolismo, no Porto, «uma dieta rica em gordura pode conduzir a uma alteração da flora intestinal e à forma como esta se relaciona com o metabolismo».

Segundo Eva Lau, endocrinologista do Centro Hospitalar do Porto e investigadora da FMUP, e Cláudia Marques, do CINTESIS/NOVA Medical School, «várias doenças e mecanismos fisiológicos estão diretamente associados à perturbação do equilíbrio da microflora intestinal – também designada como microbiota».

As investigadoras analisaram a forma como uma dieta rica em gordura pode influenciar a microbiota e as consequências que podem surgir dessas alterações, com o objetivo de, no futuro, obterem novas abordagens terapêuticas, tendo concluído que «quando comparadas com dietas regulares, estas podem conduzir a um aumento de reações inflamatórias e, ainda, a uma resistência à ação de insulina, aumentando, assim, o risco associado a pacientes com diabetes tipo 2».

«Trata-se de uma interação complexa que, quando corretamente explorada, nos permitirá moldar a forma como os tratamentos são administrados, especialmente em casos de obesidade e distúrbios metabólicos», explicam as autoras, destacando o facto de vivermos numa era em que se registam «aumentos significativos nos níveis de obesidade e de distúrbios metabólicos».

Um estudo desenvolvido pela FMUP e pelo CINTESIS concluiu que uma dieta rica em gordura aumenta a resistência à ação da insulina, aumentando, dessa forma, o risco associado a pacientes com diabetes tipo 2 

A investigação foi coordenada pela investigadora Conceição Calhau (CINTESIS/NOVA Medical School).

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18 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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