Acompanhamento anunciado aos hospitais com maus resultados deve «ir mais longe»

por Teresa Mendes | 19.10.2018

Pita Barros defende possibilidade de alteração das equipas de gestão 
 
O economista especialista em Saúde, Pedro Pita Barros, defende que o «acompanhamento regular» aos hospitais com piores resultados, anunciado na proposta do Orçamento do Estado para 2019, deveria ir «mais longe» e «implicar alteração da equipa da gestão do hospital, ou ter uma equipa de intervenção externa a apoiar a gestão do hospital a melhorar o seu desempenho».

O também membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida e do Conselho Nacional de Saúde, considera ainda que esta intervenção de acompanhamento regular «não deve ser limitado ao grupo de “menor eficiência”, podendo ser usado o mesmo mecanismos em qualquer dos outros grupos que apresente uma quebra de desempenho ou crescimento dos pagamentos em atraso assinalável», pode ler-se no seu blogue Momentos Económicos e não Só.

O economista especialista em Saúde, Pedro Pita Barros, defende que o «acompanhamento regular» aos hospitais com piores resultados, anunciado na proposta do Orçamento do Estado para 2019, deveria ir «mais longe» e «implicar alteração da equipa da gestão do hospital»

De acordo com o professor catedrático, é igualmente fundamental perceber se o mau resultado é fruto de má gestão ou de fundos insuficientes.

«É necessário ter um processo de claro de atuação no caso de incapacidade de melhorar a gestão, e até perceber melhor em cada caso a divisão do mau desempenho entre deficiências de gestão, ou insuficiência de fundos para alcançar, em condições de eficiência, os objetivos assistenciais solicitados ao hospital», salienta o especialista.

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19 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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