Urgências têm metade dos médicos anestesiologistas necessários

por Teresa Mendes | 24.10.2018

SMZS denuncia agravamento da situação no Hospital Amadora-Sintra 
«Nos últimos meses a situação da especialidade de Anestesia ao nível das equipas de Urgência do Hospital Amadora-Sintra tem vindo a agravar-se progressivamente, sem que se vislumbrem quaisquer medidas concretas da administração, e em particular do seu diretor clínico, para solucionar este grave problema», denuncia o Sindicato dos Médicos da Zona Sul num comunicado.

Segundo o sindicato, neste momento, «em vez de 24 médicos desta especialidade a fazer Urgência em escalas de 24 horas, apenas existem 13, havendo mais quatro a realizar períodos de 12 horas diurnas».

O comunicado denuncia igualmente que «ainda este mês, mais três médicos desta especialidade deixaram esta unidade hospitalar, tornando mais deficitários os seus efetivos» e que «as equipas de Anestesiologia na Urgência foram reorganizadas, ficando com apenas dois especialistas», quando o Colégio da Especialidade de Anestesiologia da Ordem dos Médicos recomenda que o número adequado de médicos desta especialidade nas escalas de urgência seja de quatro.

Para o SMZS esta situação «reveste-se de uma extrema gravidade, comportando riscos elevados para estes médicos especialistas e, sobretudo, para os doentes», informando que os médicos têm enviado para a Ordem dos Médicos e para o diretor clínico do hospital, minutas diárias onde «declinam quaisquer responsabilidades por eventuais ocorrências graves para os doentes que possam vir a surgi».

«As equipas de Anestesiologia na Urgência foram reorganizadas, ficando com apenas dois especialistas», quando o Colégio da Especialidade de Anestesiologia da Ordem dos Médicos recomenda que o número adequado de médicos desta especialidade nas escalas de urgência seja de quatro 

Contudo, segundo o sindicato, as minutas «continuam a não ter qualquer resultado», o que tem determinado que «vários médicos anestesistas estejam a equacionar deixar de trabalhar nesta unidade hospitalar».

«Estamos perante uma escandalosa situação reveladora do potencial desprezo pelo valor essencial da vida humana por parte da respetiva administração hospitalar», sublinha o sindicato, considerando «ainda mais grave» o facto de esta se arrastar no tempo e os seus responsáveis «continuarem impunes nas suas funções».

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24 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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