Dívida do Estado às farmacêuticas atinge o valor máximo deste ano

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 30.10.2018

Apifarma espera resolução de «problema crónico em Portugal» 
A dívida dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à Indústria Farmacêutica voltou a crescer e atingiu o valor máximo deste ano.
De acordo com o mais recente relatório da Apifarma, em agosto, esta situou-se nos 949,3 milhões de euros, mais 30,2 milhões do que no mês anterior (mais 3,3%). A dívida vencida também aumentou 3,3%, atingindo os 666,8, mais 21,3 milhões de euros do que em julho.

Estes são dados conhecidos no dia do Congresso da Associação Nacional da Indústria Farmacêutica, que decorre esta terça-feira no Centro de Congressos de Lisboa (FIL à Junqueira), com o tema «Compromisso com as Pessoas. Mais e Melhor Vida».

À TSF, o presidente da Apifarma, João Almeida Lopes, salientou que as dívidas aos laboratórios são «um problema crónico em Portugal» relacionado com o subfinanciamento da saúde pelo Estado, esperando que o Governo avance até ao final de 2018, como tem sido comum noutras alturas, com uma redução deste valor.

A dívida dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) à Indústria Farmacêutica voltou a crescer e atingiu o valor máximo deste ano. De acordo com o mais recente relatório da Apifarma, em agosto, esta situou-se nos 949,3 milhões de euros, mais 30,2 milhões do que no mês anterior (mais 3,3%)

O presidente da Apifarma diz que «os gastos do orçamento público da saúde em Portugal continuam abaixo da média de outros países desenvolvidos».

Aliás, segundo o responsável, para o próximo Orçamento do Estado de 2019 o total das rubricas da saúde até perdeu peso quando comparado com 2018, algo que é «contrário ao que acontece noutros países da OCDE, onde as despesas aumentam fruto do envelhecimento da população e dos medicamentos inovadores».

O relatório da Apifarma está disponível aqui

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30 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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