FNAM pede demissão de toda a equipa da SPMS

por Teresa Mendes | foto de "DR" https://www.fnam.pt | 30.10.2018

Sindicato acusa organismo de «conduta inconsequente»
A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) pediu esta segunda-feira a substituição da equipa da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, acusando aquele organismo de «conduta inconsequente» na gestão do sistema informático, que tem causado «o caos» no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

«As aplicações informáticas não podem constituir obstáculos à relação médico-doente, nem podem desviar-se da sua função principal como sistemas de apoio», mas o que tem acontecido «coloca em risco a qualidade dos cuidados de saúde prestados aos doentes», salienta um comunicado enviado às redações.

No documento, a Fnam sublinha que «a implementação dos sistemas de informação no SNS tem-se caracterizado pela total displicência, uma ausência de respeito pelos profissionais, graves atentados à privacidade dos cidadãos e por um nepotismo tutelar».

Desde o início da informatização do SNS tem sido constante a incapacidade dos sucessivos governos em «informatizar sem perturbar» e vários são os relatos de falhas, tanto nos centros de saúde como nos hospitais, alerta a Fnam.

Segundo o sindicato, os médicos têm à sua frente distintos programas informáticos para prestar cuidados a um só doente, dando como exemplo o «PEM» para passar receitas ou o «SClinic» para registar informação médica no internamento e consulta.

«A implementação dos sistemas de informação no SNS tem-se caracterizado pela total displicência, uma ausência de respeito pelos profissionais, graves atentados à privacidade dos cidadãos e por um nepotismo tutelar», alerta a Fnam 

Para registar informação no Serviço de Urgência, o sistema usado é o «ALERT/SIRIU», já para registo de saúde eletrónico é disponibilizado o «SER» e para requisitar transporte de doentes, precisam de recorrer ao «SGTD».

Os médicos têm «aplicações para consultar análises, aplicações para emitir pedidos de meios complementares de diagnóstico (cada tipo de exame tem a sua aplicação) e assim por diante… o que corresponde a dezenas de “cliques” por consulta, a minutos de espera e a um desespero total», sublinha a Federação Nacional dos Médicos.

A contribuir para a situação, os programas frequentemente «vão abaixo», bloqueiam ou simplesmente não funcionam.

Cansada deste caos, o sindicato pede responsabilidades à gestão dos sistemas de informação e pede «a rápida intervenção da ministra da Saúde e a substituição da atual equipa dos SPMS».
 
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30 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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