Utilização de medicamentos evitou mais de 110 mil mortes desde 1990

por Zózimo Zorrinho | 30.10.2018

Apifarma apresenta estudo sobre a realidade do medicamento em Portugal
A utilização de medicamentos evitou mais de 110 mil mortes e acrescentou dois milhões de anos de vida saudável aos portugueses desde 1990, conclui um estudo elaborado para a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica pela consultora McKinsey & Company, apresentado esta terça-feira em Lisboa no Congresso da Apifarma, com o tema «Compromisso com as Pessoas. Mais e Melhor Vida».

Segundo o documento, que reúne dados sobre a realidade da utilização de medicamentos em Portugal ao longo das últimas quase três décadas, o recurso a fármacos também permitiu «aumentar em 280 milhões de euros o rendimento anual das famílias» portuguesas, ao dar a possibilidade aos doentes de voltarem à vida ativa mais rapidamente, e reduzir o número de hospitalizações, garantindo poupanças ao sistema de saúde.

O estudo, ao qual a Lusa teve acesso prévio, baseia-se em informações de bases de dados portuguesas e mundiais, em fontes oficiais e em várias dezenas de entrevistas para avaliar o impacto humano, social e económico da utilização de medicamentos em Portugal, a partir de oito doenças selecionadas para refletir a diversidade de enfermidades que afetam os portugueses e os benefícios que os medicamentos podem ter em diferentes doenças — desde a diminuição dos sintomas à reversão da própria doença: VIH/sida, esquizofrenia, artrite reumatoide, diabetes, cancro do pulmão, insuficiência cardíaca crónica, cancro colo-rectal, e doença pulmonar obstrutiva crónica.

A utilização de medicamentos evitou mais de 110 mil mortes e acrescentou dois milhões de anos de vida saudável aos portugueses desde 1990, conclui um estudo elaborado para a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica 

No que se refere ao impacto na qualidade de vida, a publicação conclui que «desde 1990 a utilização de medicamentos já permitiu adicionar dois mil milhões de anos de vida saudável aos portugueses».

Esses anos de vida podem ser avaliados em entre 60 e 80 mil milhões de euros, tendo em conta a produtividade dos doentes e as poupanças em hospitalizações, entre outros fatores.

Segundo o estudo, o benefício económico destes anos de vida saudável é superior ao dinheiro investido na produção de medicamentos.
No mesmo período, salienta a Associação, «a utilização de medicamentos evitou mais de 110 mil mortes em Portugal e contribuiu para o aumento de até 10 anos da esperança média de vida dos doentes».

Ao mesmo tempo, o trabalho aponta os benefícios da introdução de terapias inovadoras e de novos medicamentos na redução da mortalidade em doenças como a sida ou o cancro colo-rectal, e na melhoria da qualidade de vida em doentes com esquizofrenia ou com doença pulmonar obstrutiva crónica.

Ainda segundo o documento, a utilização de medicamentos permitiu também ao Estado «poupar cerca de 560 milhões de euros por ano» nas últimas quase três décadas, evitando custos com hospitalizações, cirurgias, consultas e medicamentos sem receita médica.

De acordo com os autores, a poupança só nas oito doenças selecionadas para o estudo é suficientemente para cobrir os custos operacionais do Hospital de Santa Maria e do Hospital de Pulido Valente todos os anos. 

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30 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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