Descoberto novo ligamento no tornozelo humano

31.10.2018

Achado pode ajudar a explicar tendência para entorses
Investigadores da Universidade de Barcelona descobriram um novo ligamento na parte lateral do tornozelo humano, composto por fibras que se costumam deitar fora quando se dissecam corpos, e que pode explicar a tendência para entorses, anunciou esta terça-feira aquela Universidade.

Num comunicado, a Universidade revela que esta foi uma conclusão de uma investigação agora publicada na revista científica, «Knee Surgery, Sports Traumatologias, Arthroscopy», dedicada a cirurgia do joelho e artroscopia, intitulada «The lateral fibulotalocalcaneal ligament complex: an ankle stabilizing isometric structure».

Este novo dado vem mudar a perceção sobre aquela articulação, podendo mesmo, de acordo com os autores, ajudar a explicar por que é que muitas lesões continuam a doer meses ou anos depois de terem acontecido.

Ainda segundo os investigadores, citados no comunicado, «os ligamentos laterais do tornozelo são os que se magoam mais frequentemente, especialmente por causa de entorses, que continuam a provocar problemas muito depois de acontecerem e deixam uma tendência para novas entorses que até agora não tinha sido possível explicar».

Complexo ligamentoso fibulotalocalcâneo lateral foi o nome escolhido para esta nova estrutura anatómica.

A equipa científica da Faculdade de Medicina, que é especializada na anatomia do sistema musculoesquelético, tentou uma nova abordagem a dissecar aquela parte do corpo e percebeu que «algumas fibras de ligação entre ligamentos eram habitualmente eliminadas porque se pensava que não faziam parte do ligamento», afirmou o investigador Miguel Dalmau.

Investigadores da Universidade de Barcelona descobriram um novo ligamento na parte lateral do tornozelo humano, composto por fibras que se costumam deitar fora quando se dissecam corpos, e que pode explicar a tendência para entorses 

«Esta descoberta faz-nos pensar que o comportamento depois de uma lesão será semelhante ao de outros ligamentos entre articulações que são capazes de cicatrizar sozinhos, o que faz com que a articulação fique instável e precise de intervenção cirúrgica», disse ainda o cientista.

O estudo está disponível na íntegra, aqui

Para perceber melhor esta descoberta, os autores publicaram também um vídeo informativo, que pode ser visto aqui
 
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31 de Outubro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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