Bactérias e vírus identificados em metade do tempo habitual

por Teresa Mendes | foto de "DR" www.hevora.min-saude.p | 02.11.2018

Hospital de Évora tem sistema inovador para o diagnóstico MB
O Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) dispõe, desde o início da semana, de um novo sistema de diagnóstico laboratorial de microrganismos, único no país, que permite acelerar a identificação de bactérias e vírus.

Segundo o HESE, trata-se de «uma solução inovadora implementada, até à data, exclusivamente neste hospital», no que respeita ao setor público.

Num comunicado, o Hospital explica que o sistema consiste em «novas ferramentas de diagnóstico in vitro [em ambiente controlado, no laboratório] que permitem uma maior rapidez na identificação de microrganismos, em particular bactérias».

Segundo a diretora do Serviço de Patologia Clínica do HESE, Filomena Baptista Caldeira, esta solução integra, no total, três equipamentos.
«Neste momento há mais um hospital que já tem algum destes equipamentos, mas os três juntos somos o único», disse, referindo que o sistema foi fornecido por uma empresa, «contra consumo dos reagentes», pelo que envolve «muito pouco gasto» por parte da unidade.

Com esta solução o Hospital de Évora passa a conseguir identificar bactérias e vírus num prazo de aproximadamente 24 horas, quando, normalmente, este processo requer, pelo menos, o dobro desse tempo

Uma das ferramentas é um sistema de biologia molecular multiplex, que deteta o ADN «de várias bactérias e vírus» ao mesmo tempo, enquanto outra faz com que seja «mais rápido» obter uma «hemocultura positiva», isto é, «deteta mais rapidamente o crescimento dos microrganismos», salienta a responsável na nota à Imprensa.

A terceira ferramenta é uma outra técnica que permite igualmente acelerar a identificação dos microrganismos no sangue, «depois das colónias já crescidas», quando não se recorre ao sistema de biologia molecular multiplex, acrescentou.

Com esta solução torna-se possível identificar bactérias e vírus num prazo de aproximadamente 24 horas, quando, normalmente, este processo requer, pelo menos, o dobro desse tempo.

«Com a identificação mais rápida e maior precisão, torna-se também mais rápido diagnosticar patologias e, por isso, adequar a terapêutica às necessidades concretas do doente, com vista a um tratamento mais eficaz», salienta o comunicado.

Filomena Baptista Caldeira especifica que o médico, munido destes resultados, pode prescrever um antibiótico «mais dirigido», ou seja, mais específico para determinada bactéria ou vírus, «em vez de dar um de muito largo espetro e que dá para muitos microrganismos».

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02 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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