Elevados níveis de ácido úrico podem ser fator de risco para doença bipolar

por Teresa Mendes | foto de "DR" www.weincluded.com | 05.11.2018

Investigação portuguesa publicada na Bipolar Disordes 
Doentes deprimidos com elevados níveis de ácido úrico no sangue poderão estar em vias de desenvolver doença bipolar, conclui um estudo de vários médicos psiquiatras do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

A investigação, publicada recentemente na revista científica internacional Bipolar Disorders, revelou que «os doentes internados por depressão com níveis altos de ácido úrico no sangue apresentam maior risco de progressão para a doença bipolar», refere um comunicado do CHUC, divulgado esta sexta-feira.

O estudo, intitulado «Serum uric acid as a predictor of bipolarity in individuals with a major depressive episode», incluiu a recolha de dados de 250 doentes internados com depressão, entre junho de 2007 e junho de 2010, concluindo que os que evoluíram para uma situação de doença bipolar tinham níveis de ácido úrico no sangue muito superiores aos dos que não evoluíram.

Doentes deprimidos com elevados níveis de ácido úrico no sangue poderão estar em vias de desenvolver doença bipolar, conclui um estudo de vários médicos psiquiatras do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra 

Pedro Oliveira, um dos autores citado na nota, salienta que «este achado inovador, apesar de necessitar de maior investigação, poderá revolucionar a abordagem e tratamento dos doentes deprimidos».

Segundo o especialista, esta descoberta permite «uma melhor resposta ao tratamento, a identificação de formas iniciais de doença bipolar e intervenção numa fase mais precoce para minimizar o impacto da doença na vida do doente».

Os autores do estudo, todos eles médicos psiquiatras do CHUC e investigadores no Instituto de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, salientam que «não existia até agora nenhum exame acessível no dia-a-dia capaz de identificar indivíduos em risco de desenvolver doença bipolar».

A doença bipolar é caracterizada por episódios persistentes de tristeza, semelhantes ao que se verificam na depressão, mas também por fases de euforia e energia aumentada, «os chamados episódios maníacos».

«Esta doença é, na maioria dos casos, tratável com recurso a antidepressivos.
No entanto, em certas formas de depressão, como em indivíduos com doença bipolar, o tratamento com antidepressivos é pouco eficaz e poderá agravar o prognóstico da doença», refere o comunicado.

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05 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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