Tutela quer capacitar profissionais para o problema da mutilação genital feminina

por Teresa Mendes | 08.11.2018

Projeto-piloto arranca em cinco agrupamentos de saúde
Cinco agrupamentos de centros de saúde (Aces) da área metropolitana de Lisboa vão coordenar ações na área da mutilação genital feminina para prevenir, detetar casos e conhecer melhor o fenómeno.
As atividades incluem a capacitação de profissionais de setores como a saúde, a educação, justiça, segurança social ou as forças de segurança, além de iniciativas de intervenção comunitária.

O projeto-piloto, intitulado Práticas Saudáveis – Fim à Mutilação Genital Feminina, foi apresentado e formalizado esta quarta-feira, na Amadora, pelas secretárias de Estado da Saúde, Raquel Duarte, e da Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro.

A implementação desta rede fica a cargo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e do Alto Comissariado para as Migrações (ACM).

Neste contexto, foram escolhidos os cinco agrupamentos de centros de saúde dos concelhos onde foi detetada maior incidência de casos entre a população residente: Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Moita, Montijo, Odivelas, Seixal e Sintra.

No final da cerimónia, a secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, defendeu que é preciso conhecer para depois conseguir identificar precocemente e prevenir, adiantando que a «grande maioria dos casos não foram praticados em Portugal», apesar de haver «identificação de três casos praticados em Portugal», salienta uma nota publicada no Portal do SNS.

Cinco agrupamentos de centros de saúde da área metropolitana de Lisboa vão coordenar ações na área da mutilação genital feminina para prevenir, detetar casos e conhecer melhor o fenómeno. As atividades incluem a capacitação dos profissionais de saúde

Segundo dados da Direção-Geral da Saúde, uma análise de casos entre 2014 e 2017, mostra que foram detetados 237 casos de mutilação realizada fora do país, além de outros três em território nacional, com a média de idades das meninas a rondar os sete anos.
«É preciso ter noção da realidade, ter uma sensibilidade ao nível dos profissionais para a sua identificação, para a sua resolução e isso só pode ser feito com o envolvimento da comunidade, da população porque isto só em conjunto é que consegue ser resolvido», sublinhou Raquel Duarte.

A secretária de Estado da Saúde acrescentou ainda, que é preciso capacitar os profissionais de saúde numa fase inicial, de modo a terem uma clara noção da realidade e saberem identificar o fenómeno com a devida sensibilidade.

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