Primeiros dados de pembrolizumab no carcinoma da bexiga não-músculo invasivo são «encorajadores»

12.11.2018

Resultados do ensaio KEYNOTE-057 apresentados no ESMO Congress 2018
A análise interina do ensaio KEYNOTE-057, de fase 2, que avalia Keytruda® (pembrolizumab) no tratamento de doentes com carcinoma da bexiga não-músculo invasivo de alto risco previamente tratados, com carcinoma in situ (CIS) ou carcinoma in situ e doença papilar (coorte A), demonstrou resultados «encorajadores».

Num comunicado, a MSD anuncia que a análise interina deste ensaio revelou «uma taxa de resposta completa de 38,8% (95% CI, 29,4-48,9) (n=103) em três meses de tratamento com pembrolizumab em doentes cuja doença não respondia a Bacillus Calmette-Guérin (BCG) - a terapêutica padrão atual para esta doença – e que eram inelegíveis ou que se recusaram a ser submetidos a uma cistectomia radical». 

Estes e outros resultados do ensaio foram partilhados numa apresentação oral no ESMO Congress 2018 (Abstract #8640), que decorreu recentemente em Munique, Alemanha.

A análise intermédia do ensaio KEYNOTE-057, de fase 2, que avalia pembrolizumab no tratamento de doentes com carcinoma da bexiga não-músculo invasivo de alto risco previamente tratados, com carcinoma in situ ou carcinoma in situ e doença papilar, demonstrou resultados «encorajadores»

«As opções de tratamento para o carcinoma da bexiga não-músculo invasivo de alto risco têm sido historicamente limitadas, com muitos doentes a confiar na cirurgia como a sua única opção após recorrência da doença.
Além disso, cerca de 40% dos doentes com carcinoma da bexiga não-músculo invasivo de alto risco evoluem para doença músculo invasiva», afirmou o professor Ronald de Wit, MD, PhD, líder do grupo de terapêutica sistémica experimental nos tumores génito-urinários do Erasmus MC Cancer Institute, em Roterdão.

«Os dados do KEYNOTE-057 são encorajadores para doentes com este tipo de carcinoma urotelial difícil de tratar e que não são elegíveis para cirurgia», reforçou o responsável.

«Os quase 40% de taxa de resposta completa com pembrolizumab em doentes com carcinoma da bexiga não-músculo invasivo de alto risco são encorajadores e vêm reforçar o crescente conjunto de dados que demonstram a atividade de pembrolizumab como monoterapia em diferentes tipos de tumor», disse Scot Ebbinghaus, vice-presidente da investigação clínica da MSD Research Laboratories. 

«Existem poucas opções para o tratamento deste carcinoma invasivo recorrente e estamos ansiosos para continuar a estudar o pembrolizumab no tratamento desses doentes cuja doença tenha recidivado e cujas opções terapêuticas são limitadas», sublinhou o dirigente.  

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12 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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