Dia Mundial do Cancro do Pâncreas 

15.11.2018

Médicos querem mais investimento para a investigação da patologia
 Os doentes com cancro do pâncreas perdem 98% da sua esperança de vida no momento do diagnóstico, sendo a sobrevivência a cinco anos inferior a 5%.

No dia mundial dedicado à doença, o presidente da Europacolon Portugal, considera «fundamental motivar» a indústria farmacêutica e os institutos de investigação pública para a «pesquisa de marcadores que possam permitir um rastreio prévio».

«Até agora só 2% do dinheiro que se investe em investigação oncológica é dedicado ao cancro pancreático.
Em 2018, a investigação está ao nível do que estava há 40 anos, isto porque não há casuística suficiente que justifique ou retorno», sublinha Vítor Neves, num comunicado à Imprensa, a propósito do Dia Mundial do Cancro do Pâncreas.

O cancro pancreático afeta cerca de 1300 pessoas por ano e, apesar de os números serem inferiores quando comparados com outras doenças, a mortalidade deste cancro é sobreponível à incidência, com uma taxa de sobrevivência inferior a 10%, alerta o presidente da Europacolon Portugal.

«Não há rastreio do cancro do pâncreas, portanto, devemos caminhar para a execução de um diagnóstico precoce e aumentar a sensibilização, para que os médicos consigam identificar os sintomas e fazer um exame complementar de despiste do cancro», reforçou.

Também o Grupo de Investigação do Cancro Digestivo (GICD) alerta que é preciso «fazer mais» para poder mudar o futuro destes doentes.
A doença é a quarta principal causa de morte por cancro, sendo o único cancro em que se regista um aumento da mortalidade em Portugal.

Os doentes com cancro do pâncreas perdem 98% da sua esperança de vida no momento do diagnóstico, sendo a sobrevivência a cinco anos inferior a 5%. No Dia Mundial do Cancro do Pâncreas, o presidente da Europacolon Portugal, considera «fundamental motivar» a indústria farmacêutica e os institutos de investigação pública para a «pesquisa de marcadores que possam permitir um rastreio prévio»

Num comunicado, o presidente do GICD, Hélder Mansinho, defende uma maior aposta no diagnóstico precoce e na informação dos profissionais de saúde e população.

«Portugal e a Europa têm que começar a mudar a forma como olham para o cancro do pâncreas e a desafiar a estratégia existente neste cancro em particular», afirma, salientando que «as pessoas continuam a chegar muito tarde ao médico e desvalorizam os sintomas da doença, o que leva a diagnósticos mais tardios e menor possibilidade de tratamento e sobrevida».

Neste Dia Mundial do Cancro do Pâncreas, o Cristo Rei ficará iluminado de roxo. 

18tm46P
15 de Novembro de 2018
1846Pub4f18tm46P

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 14.06.2019

Rui Ivo volta a ser presidente do Infarmed

Rui Ivo é nomeado, pela segunda vez, presidente da direção do Infarmed.<br /> A nomeação do Conselh...

por Teresa Mendes | 14.06.2019

 Médicos estão cada vez mais receosos quando têm que denunciar insuficiênci...

Os profissionais de saúde têm «cada vez mais receio» de denunciar situações de insuficiências ou mau...

por Teresa Mendes | 14.06.2019

 IPO Lisboa apela à dádiva de sangue

No âmbito do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se celebra esta sexta-feira, dia 14 de junho, o Ser...

14.06.2019

Taxas moderadoras nos centros de saúde com fim à vista

A proposta do Bloco de Esquerda que dita o fim das taxas moderadoras nos centros de saúde vai ser vo...

por Teresa Mendes | 12.06.2019

Médicos com alojamento assegurado para reforço de cuidados de saúde no verã...

 A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve vai assegurar residência aos médicos que queiram...

por Teresa Mendes | 12.06.2019

Argumentos que pretendem proibir PPP na saúde «não são razoáveis»

Numa altura em que foi adiada a votação do artigo sobre as PPP da Lei de Bases da Saúde para o próxi...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.