Coordenador da Reforma dos Cuidados Continuados cessa funções

por Zózimo Zorrinho | 15.11.2018

Manuel Lopes lamenta a não aprovação do estatuto do cuidador informal
 A um mês de terminar o mandato no cargo (a 15 de dezembro), Manuel Lopes, coordenador nacional para a reforma do SNS na área dos Cuidados Continuados Integrados e da estratégia SNS + Proximidade, cessou as suas funções. Sem adiantar se foi demitido ou se sai por vontade própria, o responsável remete mais explicações para o Ministério da Saúde.

«Não me compete dar explicações», disse ao jornal Público.
De saída, Manuel Lopes diz estar «muito orgulhoso do trabalho feito», mas lamenta que ainda não sido concretizado o estatuto do cuidador informal, que, na sua opinião, é «uma questão central».

Agora demissionário, lembra que a Coordenação Nacional que dirigiu entregou atempadamente aos responsáveis políticos o plano de desenvolvimento do estatuto do cuidador informal.

A um mês de terminar sua nomeação para o cargo (a 15 de dezembro), Manuel Lopes, coordenador nacional para a reforma do SNS na área dos Cuidados Continuados Integrados e da estratégia SNS + Proximidade, cessou as suas funções. Sem adiantar se foi afastado ou se sai por vontade própria, o responsável remete mais explicações para o Ministério da Saúde

Entretanto, o Ministério da Saúde confirmou esta quarta-feira a saída do dirigente, mas também sem esclarecer quais as circunstâncias que motivaram a cessação de funções.

«O coordenador nacional para a reforma do SNS na área dos cuidados continuados integrados e da estratégia SNS + Proximidade, Manuel Lopes, comunicou a cessação de funções ao Ministério da Saúde, que agradece todo o trabalho meritório realizado ao longo do mandato», escreve o Ministério da Saúde numa resposta enviada à agência Lusa.

A Tutela apenas acrescenta que o mandato da coordenação tinha o seu término previsto para 15 de dezembro e que está «a diligenciar no sentido da sua substituição a breve prazo, de forma a garantir a continuidade da atividade».

Recorde-se que no final de setembro, o primeiro ministro admitiu que o estatuto do cuidador informal não poderia avançar porque implicaria um grande esforço orçamental.

Segundo António Costa, o plano custaria 120 milhões de euros no próximo ano mas, quando atingisse «a velocidade de cruzeiro» a fatura ascenderia a 800 milhões de euros anuais.

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15 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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