APAH defende «via verde» para a Oncologia

16.11.2018

Fórum do Medicamento decorre esta sexta-feira em Lisboa
O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) defende a criação de vias verdes na Oncologia.
Para Alexandre Lourenço esta é uma forma de reduzir o tempo ainda «demasiado grande» entre o diagnóstico de cancro e o início do tratamento.
Este é um dos temas em debate no Fórum do Medicamento, que decorre esta sexta-feira em Lisboa.

Antecipando o encontro, em entrevista à Lusa, Alexandre Lourenço explicou que um dos casos concretos em discussão será a criação de uma via verde para o cancro do pulmão, uma patologia em que é «completamente crucial» iniciar o tratamento o mais cedo possível.

«Na prática, trata-se de encontrar mecanismos no sistema de saúde e formas de referenciação imediata dos doentes quando existe alguma sintomatologia, encaminhando para o hospital o doente no mais curto espaço de tempo», explicou.

Na opinião de Alexandre Lourenço, ainda é «demasiado alargado» o tempo de espera entre o médico de família e a consulta de especialidade hospitalar, mesmo nos casos oncológicos, porque há dificuldade em aceder a consultas de especialidade.

Os administradores hospitalares reconhecem que no caso da Oncologia o acesso a consultas é menos dificultado do que noutras especialidades, mas os tempos de espera «continuam a ser exagerados».

O presidente da associação dos administradores hospitalares defende, por isso, que é necessário fazer a medição do tempo que separa o diagnóstico do início do tratamento: «Nem sequer conseguimos medir esse tempo.

O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares defende a criação de vias verdes na Oncologia. Para Alexandre Lourenço esta é uma forma de reduzir o tempo ainda «demasiado grande» entre o diagnóstico de cancro e o início do tratamento

Fazemos uma suposição desses tempos por sabermos o tempo [de espera] para consultas de especialidade e para tratamento», disse à Lusa.

No Fórum do Medicamento será também debatida a questão da equidade no acesso aos tratamentos oncológicos, uma área que continua a ter, segundo Alexandre Lourenço, uma «enorme variabilidade».

«Continuamos com problemas quer no acesso à Radioterapia, ao medicamento ou a consultas de especialidade, com grandes variações», afirmou o responsável.

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16 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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