«Ninguém deveria morrer de malária», alerta diretor-geral da OMS

20.11.2018

Relatório da OMS defende um combate revigorado
 As mortes provocadas pela malária em todo o mundo voltaram a diminuir em 2017, mas a redução de casos que se registava desde o início da década «estagnou», alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o documento, conhecido esta segunda-feira, mais de 90% dos casos e das vítimas mortais estão no continente africano e a maioria são crianças, o mesmo padrão de estudos anuais anteriores.

«Ninguém deveria morrer de malária», uma doença que pode ser evitada e tratada, mas a luta «está a estagnar, colocando em risco anos de trabalho, investimento e sucesso na redução» do número de pessoas afetadas, refere o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, num comunicado sobre o relatório anual sobre a situação da malária no mundo.

O documento, divulgado numa cerimónia pública, em Maputo, anuncia uma estratégia «mais agressiva» de ataque à doença, procurando uma maior mobilização da classe política dos países mais afetados – entre os quais, Moçambique.

«Ninguém deveria morrer de malária», uma doença que pode ser evitada e tratada, mas a luta «está a estagnar, colocando em risco anos de trabalho, investimento e sucesso na redução» do número de pessoas afetadas, refere o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, num comunicado sobre o relatório anual sobre a situação da malária no mundo

«Quando os países dão prioridade à ação contra a malária, vemos os resultados em vidas que são salvas e em redução de casos», acrescenta Matshidiso Moeti, diretor regional da OMS para África.

De acordo com o estudo daquela agência das Nações Unidas, estima-se que a malária tenha matado 435.000 pessoas em 2017 (61% das quais crianças com menos de cinco anos), menos 3,5% que em 2016 e uma redução em cerca de um quarto do número de mortes calculado em 2010 (607.000).

Há menos mortes, mas o ritmo de redução da doença que se registava desde 2010, desapareceu de 2015 em diante, nota a organização.

A OMS aponta para cerca de 219 milhões de casos de malária registados em 2017, face a 217 milhões em 2016, um aumento ligeiro, pelo segundo ano consecutivo, que fica dentro das margens de erro das estimativas, e que a organização classifica como «estabilização».

Nos anos anteriores, «o número de pessoas a contrair a doença à escala global vinha caindo de forma consistente, de 239 milhões em 2010 até 214 milhões em 2015», acrescenta.

Moçambique é o único país lusófono que está no grupo de 11 países em que se registaram 70% de casos (151 milhões) e mortes (274 mil) em 2017 e, por isso, escolhido pela OMS para aplicar a nova estratégia de combate à doença.
O grupo é composto pela Índia e 10 países de África: Burkina Faso, Camarões, República Democrática do Congo, Gana, Mali, Níger, Nigéria, Uganda e Tanzânia – além de Moçambique.

Do lado positivo, a OMS destaca que o número de países próximos da erradicação continua a crescer, subindo para 46 em 2017, contra 37 em 2010. 

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20 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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