Profissionais lavam mais as mãos, mas não em todos os casos

por Teresa Mendes | 20.11.2018

Apresentado relatório do PPCIRA 
A adesão dos profissionais de saúde à lavagem das mãos melhorou 5,84% em 2017, face a 2013, tal como o monitorização dos hospitais a esta prática.
Mas, embora se registe uma melhoria generalizada, houve uma inflexão no que diz respeito à sua lavagem após o risco de exposição a sangue e fluídos corporais e antes de um procedimento assético.

Os dados fazem parte do relatório do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA), que observa duas tendências nos vários momentos da higiene das mãos: por um lado, o aumento do cumprimento desta prática «antes do contacto com o doente» (+12,15% face a 2013), «depois do contacto com o ambiente envolvente ao doente» (+10,11%) e «depois do contacto com o doente» (+5,17%) e, por outro lado, a diminuição «depois do risco de exposição a sangue e fluidos corporais» (-3,96% face ao valor mais elevado; 2015) e «antes de um procedimento assético» (-3,71%).

Em termos gerais, o documento, apresentado na 4.ª Jornada do PPCIRA, esta segunda-feira, em Lisboa, diz que a monitorização do cumprimento desta prática pelas unidades de saúde aumentou entre 2013 e 2017, estando atualmente em 61,3% nos hospitais com tutela do Estado, em 19,3% nos hospitais privados e do setor social, em 11% nas Unidades de Cuidados Continuados Integrados e em 34,4% das unidades que prestam Cuidados de Saúde Primários.

Embora se registe uma melhoria generalizada na adesão à lavagem das mãos, houve um retrocesso no que diz respeito à sua lavagem após o risco de exposição a sangue e fluídos corporais e antes de um procedimento assético 

Quanto à prevalência das Infeções Associadas a Cuidados de Saúde em hospitais, a mesma baixou, em 2017, para 7,8% e nas unidades de cuidados continuados integrados para 4%, «evidenciando a necessidade de aprofundar a análise a nível local e regional ajustada pelo risco».

O relatório indica ainda «um aumento na qualidade das estruturas das Precauções Básicas em Controlo de Infeção em 12,47% face a 2014».

Na Vigilância das Infeções em Unidades de Cuidados Intensivos a densidade de incidência de Pneumonia associada ao Ventilador por 1.000 dias de entubação baixou 10,81% face a 2013 e a densidade de incidência de bacteriemia por 1.000 dias de cateter reduziu 30,77%.

Relativamente à Vigilância das Infeções do Local Cirúrgico (ILC) a incidência cumulativa de ILC por 100 cidadãos submetidos a cirurgia baixou 12,76% face a 2013, tendo-se observado uma redução de cerca de 58 pontos percentuais na incidência de ILC em cesarianas e em artroplastias do joelho.

O documento está disponível para consulta aqui  

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20 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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