Enfermeiros mantêm greve

21.11.2018

Proposta do Ministério da Saúde é «inaceitável» 
Os enfermeiros mantêm a greve, que começa esta quinta-feira nos blocos operatórios de cinco hospitais, por falta de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo os sindicatos que convocaram a paralisação, na reunião, que decorreu esta terça-feira, a Tutela propôs a revisão da carreira sem incluir a categoria de enfermeiro especialista, uma proposta que consideram «inaceitável».

A informação foi prestada à Lusa pelos presidentes da Associação Sindical Portuguesa de Enfermeiros (ASPE), Lúcia Leite, e do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), Carlos Ramalho, à saída da reunião negocial, em Lisboa, que contou com a presença da secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte.

Os enfermeiros mantêm a greve, que começa esta quinta-feira nos blocos operatórios de cinco hospitais, por falta de acordo com o Ministério da Saúde. 
Segundo os sindicatos, na reunião, que decorreu esta terça-feira, a Tutela propôs a revisão da carreira sem incluir a categoria de enfermeiro especialista 

Desta forma, a greve, marcada pela ASPE e pelo Sindepor, por melhores salários e uma carreira de enfermagem valorizada, começa na quinta-feira e termina no fim do ano, abrangendo os blocos operatórios do Centro Hospitalar Universitário de S. João, Centro Hospitalar Universitário do Porto, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e Centro Hospitalar de Setúbal.

Num comunicado, ao início da noite de terça-feira, o Ministério anunciava que o processo negocial «decorre com inteira normalidade, aguardando que os representantes dos profissionais considerem, na sua avaliação, o esforço adicional de negociação realizado por parte do Governo».

Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica «cada vez mais revoltados»

Neste mesmo dia, os dirigentes sindicais dos técnicos de diagnóstico e terapêutica (TDT) deslocaram-se ao Ministério da Saúde para reivindicar o reinício de um processo negocial sobre as carreiras, interrompido em setembro, e exigir uma reunião urgente com a ministra, Marta Temido, tendo tido depois a informação de que a mesma teria lugar no dia 10 de dezembro.

Mas, esta data não agradou aos sindicatos, considerando Luís Dupont, presidente do Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica, ser «inadmissível a atitude do Governo e da Ministra da Saúde perante um problema com 18 anos de atraso».

O responsável lamenta a falta de resposta às estruturas sindicais representativas e com as quais assinaram um Protocolo Negocial a 24 de novembro de 2017, «que há muito já devia estar terminado».

«Os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica estão cada vez mais revoltados com a postura inaceitável e insultuosa do Governo face a um processo negocial que já passou todos os limites e exigem que sejam feitas novas propostas. Concretas e justas», salienta o responsável, lembrando que em cima da mesa, estão concentrações, novas greves e denuncias de atitudes de desinvestimento nas áreas dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica, exemplificando com casos concretos da falta de condições e de resposta dos serviços públicos do SNS por falta de TSDT e de recursos materiais, especialmente de equipamentos, recorrendo cada vez mais ao setor convencionado.

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21 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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