Consenso ibérico declara «guerra à obesidade»

22.11.2018

Congresso Português de Obesidade decorre de 23 a 25 de novembro, em Lisboa
Para promover a visibilidade da obesidade enquanto doença, a Sociedade Portuguesa Para o Estudo da Obesidade (SPEO) elaborou, em conjunto com a Sociedade Espanhola para o Estudo da Obesidade, um documento denominado «Consenso ibérico», que tem como lema «Declaramos guerra à obesidade».

A iniciativa será apresentada durante o 22.º Congresso Português de Obesidade, de 23 a 25 de novembro, em Lisboa.

O objetivo é, segundo a presidente da SPEO, Paula Freitas, em declarações à Lusa, «promover a visibilidade da obesidade enquanto doença e tentar que os doentes tenham acessibilidade quer aos médicos, quer ao tratamento não médico, mas também aos tratamentos farmacológicos», explicou.

Segundo Paula Freitas, um investimento inicial na doença traduz-se «a longo prazo em benefícios e em poupança», porque está a poupar-se no tratamento de doenças que «o doente está a reduzir ou não vai desenvolver».

As pessoas com obesidade têm maior risco de ter diabetes, hipertensão, doenças hepáticas, cardiovasculares, artroses, cancro, doenças pneumológicas, entre outras, sendo que os tratamentos destas doenças têm «custos elevados» que seriam diminuídos se a obesidade fosse tratada no início.

Há ainda os custos indiretos associados ao absentismo laboral, à diminuição da qualidade de vida, ao encurtamento da vida, disse Paula Freitas, anunciando que a SPEO vai realizar um estudo para avaliar o impacto económico da obesidade em Portugal. 

Para promover a visibilidade da obesidade enquanto doença, a Sociedade Portuguesa Para o Estudo da Obesidade elaborou, em conjunto com a Sociedade Espanhola para o Estudo da Obesidade, um documento denominado «Consenso ibérico», que tem como lema «Declaramos guerra à obesidade» 

No congresso, a SPEO irá apresentar também o primeiro livro de «Recomendações para Tratamento Não Cirúrgico da Obesidade no Adulto», que visa a criação de normas consensuais para o diagnóstico da doença, tratamento e multidisciplinaridade da equipa no acompanhamento dos doentes.

As recomendações servem para que os profissionais de saúde tenham acesso a formação especializada em tratamentos eficazes, para que adotem um discurso não estigmatizante e para que todos os indivíduos com sobrepeso tenham acessibilidade plena ao tratamento integral da obesidade.

«Apesar de Portugal ter sido um dos primeiros países a considerar a obesidade uma doença, muitas vezes, o próprio doente não vê a obesidade como uma doença e, infelizmente, às vezes, os próprios profissionais de saúde também não», disse Paula Freitas.  

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22 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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