Saúde deve ser «prioridade nacional», alerta o Conselho Estratégico da CIP

por Teresa Mendes | 26.11.2018

CENS defende reforço de verbas para o SNS 
O Conselho Estratégico Nacional da Saúde (CENS), da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), renovou, esta sexta-feira, o apelo para que «se assuma a saúde como uma prioridade nacional», defendendo «um reforço de verbas e criação de um orçamento plurianual para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Num comunicado, o CENS salienta que «é imperioso, não só reconhecer a situação e condições do sistema de saúde português, mas também promover medidas para a sustentabilidade e a obtenção de ganhos em saúde».

Citando o recente estudo, «Health at a Glance», da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), este Conselho Estratégico sublinha que «uma vez mais o estudo da OCDE confirma que Portugal continua a ter uma despesa em Saúde muito menor do que a média Europeia», ficando a despesa per capita «25% abaixo da despesa médica regista na Europa a 28», sendo essa discrepância ainda maior no caso da despesa pública em saúde.

O Conselho Estratégico Nacional da Saúde, da Confederação Empresarial de Portugal, renova o apelo para que «se assuma a saúde como uma prioridade nacional», defendendo «um reforço de verbas e criação de um orçamento plurianual para o Serviço Nacional de Saúde 

A nota à Imprensa chama também a atenção para o facto de esforço financeiro que as famílias fazem (out-of-pocket) para ter acesso à saúde se «muito maior do que acontece na média dos países europeus» quando, em contrapartida, «em Portugal a percentagem das pessoas em situação de boa saúde é muito inferior à da média da União Europeia (UE)».

«Estas evidências reforçam os argumentos em favor das propostas que o CENS da CIP tem feito, nomeadamente para que se assuma a Saúde como uma prioridade nacional, com caráter estratégico e como vetor de desenvolvimento do país», apela o CENS, acrescentando que «Portugal deve avançar para a criação de um orçamento plurianual para o SNS, com a definição de plafonds suficientes para a prestação dos cuidados de saúde adequados e também para a prevenção e o investimento».

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26 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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