«Regressai sempre a Portugal, sois precisos aqui»

27.11.2018

Apelo de Marcelo Rebelo de Sousa na cerimónia de juramento de Hipócrates
O Presidente da República apelou, este sábado, aos médicos recém-formados para que não abandonem o país nem o Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa cerimónia, na Aula Magna, em Lisboa, em que centenas de novos médicos fizeram o seu juramento de Hipócrates.

«Andais por onde andais, regressai sempre a Portugal. […] Sois precisos aqui», sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa, numa intervenção que encerrou a cerimónia, em que recebeu pela mão da Ordem dos Médicos, a ficha de inscrição do seu pai, Baltasar Rebelo de Sousa, nesta ordem, há 68 anos.

Aos jovens médicos, o Presidente da República pediu ainda uma «mobilização permanente», alertando que os meios serão sempre insuficientes para as necessidades, haverá sempre falta de recursos, mas terão sempre a gratidão dos doentes, porque «se há uma realidade constante é a gratidão em relação ao médico», algo que «nem sempre acontece com outros» profissionais.

O chefe de Estado dirigiu-se ainda ao bastonário da Ordem dos Médicos, lembrando que se assinalam os 80 anos deste organismo, marcados por «uma dialética» em que ora fizeram «a vida negra» aos ministros da saúde, ora «tiveram a vida feita negra» pelos ministros da saúde, para dizer que esta «não era ainda a ocasião» para condecorar a ordem pelo seu trabalho — hoje era «o tempo» dos novos médicos — «mas será devidamente condecorada».

O Presidente da República apelou, este sábado, aos médicos recém-formados para que não abandonem o país nem o Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa cerimónia, na Aula Magna, em Lisboa, em que centenas de novos médicos fizeram o seu juramento de Hipócrates

Também a ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou que a Ordem dos Médicos receberá do Ministério da Saúde no próximo dia Mundial da Saúde, a 7 de abril, «a medalha de ouro de serviços distintos».

Num discurso com alguns recados ao Governo, o bastonário da OM, Miguel Guimarães, citou Michel Foucault para dizer que a primeira batalha que os médicos enfrentam é política, «contra as más políticas», considerando ser dever dos médicos denunciá-las.

Considerou ainda a formação a «joia da coroa» do SNS, que leva a que outros países europeus procurem recrutar em Portugal, pedindo soluções de gestão que evitem saídas para o estrangeiro, mas também para o setor privado.  

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26 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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