Urgências: Grupo defende redução do valor pago aos hospitais pelos doentes azuis e verdes

por Teresa Mendes | 27.11.2018

APMGF e SPMI assinam memorando de entendimento 
A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) formaram um grupo de estudo conjunto para a gestão do doente agudo em Portugal, do qual já nasceu um memorando de entendimento com sete recomendações.

Reduzir o pagamentos aos hospitais dos doentes azuis e verdes das urgências é uma das medidas preconizadas.

Num comunicado, as duas associações informam que as medidas foram consensualizadas por 12 peritos (seis especialistas de Medicina Geral e Familiar e seis de Medicina Interna), incluindo as recomendações a reestruturação do modelo de financiamento dos hospitais «com privilégio para os valores de pagamento atribuídos aos doentes graves (vermelhos, laranjas e amarelos na triagem de Manchester) e reduzidos os pagamentos aos azuis e verdes, de forma a incentivar uma eficiente gestão de recursos».

Entre as medidas preconizadas está também o redimensionamento da lista dos médicos de família para «permitir mais tempo ao atendimento do doente agudo», a criação de centros específicos para casos sociais difíceis, a promoção de campanhas públicas educativas para o uso racional dos recursos de saúde ou a dotação das unidades funcionais dos cuidados de saúde primários (CSP) com meios para uma resposta adequada à doença aguda ou uma melhor articulação entre os centros de saúde e hospitais da mesma região.

O grupo de estudo defende a reestruturação do modelo de financiamento dos hospitais «com privilégio para os valores de pagamento atribuídos aos doentes graves (vermelhos, laranjas e amarelos na triagem de Manchester) e reduzidos os pagamentos aos azuis e verdes, de forma a incentivar uma eficiente gestão de recursos»

O memorando de entendimento defende ainda a definição de soluções alternativas aos serviços de urgência (SU), nomeadamente «hospitais de dia de horário alargado para as exacerbações das doenças crónicas ou consultas abertas sem agendamento e Centros de Diagnóstico Rápido».

Entretanto, e a esse propósito, o presidente da APMGF, Rui Nogueira, revelou esta segunda-feira, que a APMGF e a SPMI vão associar-se a uma entidade externa, para fazer um estudo rigoroso do que está a acontecer nas urgências hospitalares e no atendimento em MGF, de forma a ter «uma melhor evidência e robustez de informação».

O documento pode ser consultado na íntegra aqui

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26 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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