«Há ainda muito a recuperar da tempestade da troika», alerta Francisco Ramos

28.11.2018

CHUP vence pela quinta-vez Top 5 da Excelência dos Hospitais 
«No sistema de saúde caiu-nos uma tempestade em cima. É uma ilusão pensar que a troika se foi embora e tudo passou. Há muito trabalho a recuperar dessa tempestade», disse o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, na cerimónia de entrega de prémios «Top 5 -- 2018: A Excelência dos Hospitais», promovida pela consultora multinacional IASIST, esta terça-feira em Lisboa.

«Se fomos capazes de resistir a essa tempestade, vamos ter de ser capazes de reconstruir o que for necessário, de reerguer os nossos serviços e de os adaptarmos às novas exigências», considerou Francisco Ramos.

O responsável, há pouco mais de um mês em funções, estimou ainda que 2019 «seja o primeiro ano dessa recuperação».

CHUP vence novamente

Na cerimónia foram atribuídos cinco prémios, um prémio para cada tipologia de hospital, segundo os critérios de classificação das unidades de saúde definidos pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

E, pela quinta-vez, tantas quantos os anos da iniciativa, o Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP) – no grupo E - obteve o primeiro lugar neste ranking de desempenho da IASIST.

No grupo D venceu o Hospital de Braga, gerido em parceria público-privada, no grupo C o Hospital de Cascais, que é também uma parceria público-privada, e no grupo B, o prémio foi para o Hospital Distrital da Figueira da Foz. No caso das ULS, o prémio foi gano pela ULS do Alto Minho.

«Se fomos capazes de resistir a essa tempestade, vamos ter de ser capazes de reconstruir o que for necessário, de reerguer os nossos serviços e de os adaptarmos às novas exigências», considerou Francisco Ramos

De acordo com Manuel Delgado, diretor da IASIST em Portugal e que foi secretário de Estado da Saúde, “a avaliação da excelência dos hospitais é feita através de três indicadores de qualidade, de indicadores de utilização de recursos e ainda de uma avaliação sobre a produtividade dos profissionais de saúde e de custo por doente”, explicou à agência Lusa.  

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28 de Novembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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