Se for preciso, o HSM vai operar mesmo «com a discordância dos piquetes de greve»

por Teresa Mendes | 07.12.2018

Carlos Martins alerta para consequências do adiamento das cirurgias 
Desde o início da greve dos enfermeiros, há duas semanas, que o Hospital de Santa Maria não conseguiu fazer qualquer cirurgia a crianças, disse à TSF Carlos Martins, presidente do conselho de administração (CA) do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (CHULN).

O responsável acrescentou ainda que 456 pessoas ficaram por operar naquela unidade hospitalar e que podem chegar a 1500 até ao final do mês, que é quando está previsto terminar a greve às cirurgias realizada pelos enfermeiros.

«Não conseguimos operar 456 cidadãos à nossa responsabilidade. Temos uma estimativa de não intervencionar até 1500 cidadãos até 31 de dezembro.

Dramático e uma preocupação maior é não termos conseguido operar uma única criança desde que esta greve começou.
O nosso bloco de cirurgia pediátrica não conseguiu fazer uma única intervenção por decisão clínica», lamentou o responsável, que estima que a greve dos enfermeiros irá ter um custo de «dois a três milhões de euros» para o hospital, «acrescentando uma nova lista de espera à lista de espera» já existente.

À TSF, Carlos Martins garantiu, no entanto, que há uma «orientação clara» a cumprir: «Se estiver em causa uma vida ou a qualidade de vida de um doente, a nossa opção é operar.

E se tivermos que dirimir alguma situação que seja em tribunal, se tivermos que fazer opção por alguma instituição do SNS, como já fizemos, ou se tivermos que optar por alguma instituição privada, também o faremos».

O administrador diz esperar que não seja preciso operar «com a discordância dos piquetes de greve», mas garante que, se for preciso, está disposto a isso.

Para que agora possa haver negociações, entende Carlos Martins, os enfermeiros têm que voltar ao trabalho.

Desde o início da greve dos enfermeiros, há duas semanas, que o Hospital de Santa Maria não conseguiu fazer qualquer cirurgia a crianças, disse à TSF Carlos Martins, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHULN)  

«Esta greve tem que parar, tem que haver uma mesa negocial, sobretudo porque está a afetar a equidade do serviço público. Esta greve já devia ter parado ao fim de 24 horas», sublinhou.

O administrador do CHULN diz compreender os motivos da greve dos enfermeiros, mas sublinha que «todos os profissionais de saúde têm razões de queixa», até porque «o país atravessou recentemente uma grande crise».

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07 de Dezembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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