Transportar «a bandeira da lusofonia»

por Teresa Mendes | foto de "dR" http://www.fsclp.org | 07.12.2018

João Morais eleito presidente da FSC de Língua Portuguesa 
 João Morais foi recentemente eleito presidente da Federação das Sociedades de Cardiologia de Língua Portuguesa para um mandato de um ano até setembro de 2019.
Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) «liderar esta Federação é um motivo de orgulho, mas também de grande responsabilidade, já que transporto a bandeira da lusofonia».

A Federação das Sociedades de Cardiologia de Língua Portuguesa foi oficialmente constituída em março de 2015 pela SPC, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, tendo em vista promover o encontro entre os nove países que a compõem para divulgação da Cardiologia nos países lusófonos, onde vários médicos muitas vezes exercem sem condições ou recursos.

A Sociedade Angolana de Cardiologia também se associou, bem como cardiologistas de Cabo Verde, São Tomé, Moçambique e Macau.

Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) «liderar esta Federação é um motivo de orgulho, mas também de grande responsabilidade, já que transporto a bandeira da lusofonia» 

Como principais desafios que o novo cargo acarreta, o também diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Leiria, destaca a «realização de um encontro anual da Federação, em associação ao congresso da SPC, procurar soluções para a formação e atualização dos nossos colegas e criar um sentimento de Medicina em língua portuguesa».

«Não nos podemos esquecer que a formação desta Federação foi um ato de solidariedade, mas acima de tudo uma forma de nos aproximar, tendo por base uma língua que é comum», salienta o dirigente citado num comunicado à Imprensa.

«Outro dos nossos propósitos será conseguir que a Federação seja admitida junto da CPLP como organismo observador.
Isto significaria conseguir que os decisores políticos possam olhar para as doenças cardiovasculares em África, o que até hoje ainda não aconteceu, e que pode ter grande impacto nas populações», explica o especialista.

«A melhoria da saúde nos países africanos é uma responsabilidade de todo o mundo, em especial do mundo mais desenvolvido que tem recursos e pode ajudar. Nós não nos podemos excluir deste desígnio e ter connosco os colegas brasileiros aumenta ainda mais a nossa responsabilidade», conclui João Morais.

Para o mandato 2018/2019, a nova direção da Federação tem como principais linhas de ação: retomar o projeto de candidatura da Federação ao estatuto observador da CPLP, continuar o projeto para a «Erradicação da Febre Reumática em Cabo Verde», procurar parceiros para a criação de bolsas de apoio à formação, divulgar a Federação, reforçar as ligações entre os vários países e publicar um novo documento de recomendações para uma área específica do risco cardiovascular (tabagismo em África). 

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07 de Dezembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
 

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