Marta Temido defende reflexão profunda para «sair da fase da estagnação»

11.12.2018

Discussão do estudo «Momento Atual da Reforma dos CSP em Portugal»
Passados dez anos sobre a reforma dos cuidados de saúde primários (CSP), a ministra da Saúde defende que «se queremos aprofundar a reforma, temos de voltar a olhar para o modelo remuneratório das USF».
A dirigente considera ainda fundamental reavaliar o atual modelo B das USF, advertindo que este estatuto «não pode ser algo que se cristaliza».

Numa intervenção na sessão de discussão pública do estudo promovido pela Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF-AN), «Momento Atual da Reforma dos CSP em Portugal 2017/2018», que decorreu esta sexta-feira, em Lisboa, a governante alertou que sem uma reflexão profunda sobre estas e outras matérias a reforma «não sairá desta fase, que é de alguma estagnação». 

A dirigente reconheceu que existem 16 USF modelo A já em condições para passar no presente ao modelo B e 31 unidades em processo de transição, mas que até ao final do ano não será possível criar mais USF modelo B, uma vez que o limite estabelecido pelos Ministérios da Saúde e das Finanças para 2018 foi atingido.

Passados dez anos sobre a reforma dos cuidados de saúde primários, a ministra da Saúde defende que «se queremos aprofundar a reforma, temos de voltar a olhar para o modelo remuneratório das USF». A dirigente considera ainda fundamental reavaliar o atual modelo B das USF, advertindo que este estatuto «não pode ser algo que se cristaliza» 

Marta Temido afiançou também que «reformar a reforma do CSP passa pela necessidade de caminharmos para a universalização do modelo USF A.

Temos dado o flanco vezes demais e subsiste hoje a dúvida, entre muitos, sobre se estaremos a providenciar unidades de saúde de diversa tipologia e qualidade no SNS, face a este convívio entre UCSP, USF A e USF B».

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10 de Dezembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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