Apenas 50% dos doentes morre onde deseja

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 11.12.2018

Estudo recomenda mais recursos para acompanhar morte no domicílio
O conceito de Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) será estendido aos serviços de Urgência hospitalares.
Segundo os «Termos de Referência para contratualização de cuidados de saúde no SNS», em 2019 «estarão em execução experiências-piloto de implementação de CRI nos Serviços de Urgência, a decorrer em instituições que venham a ser identificados pelas ARS respetivas». 

O objetivo é «o aumento da autonomia de gestão, a maximização dos recursos, a otimização dos processos assistenciais e de decisão e o cumprimento integral dos tempos de resposta nos Serviços de Urgência», lê-se no documento base que estabelece o conjunto de orientações destinadas à contratualização nos cuidados de saúde primários, hospitalares e integrados, divulgado esta segunda-feira pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Estas experiências-piloto «serão adaptadas às condições concretas de cada instituição e seguirão as recomendações emanadas pelo grupo de trabalho constituído em 2018, nesta área», informa a publicação

De qualquer forma, as orientações genéricas dadas pela ACSS é que «sejam dotadas de estrutura autónoma, de missão e objetivos claros, de recursos humanos próprios, recursos logísticos adequados, forte componente de cultura e ética organizacional e garantia da sustentabilidade».

O conceito de Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) será estendido aos serviços de Urgência hospitalares. Em 2019 «estarão em execução experiências-piloto de implementação de CRI nos Serviços de Urgência, a decorrer em instituições que venham a ser identificados pelas ARS respetivas»

Este modelo de CRI nas Urgências prevê ainda a «otimização dos fluxos e organização dos circuitos de acordo com a situação clínica dos doentes, ou com a necessidade expectável de consumo de cuidados, procurando reduzir situações de saturação de meios e contribuindo para a melhoria da acessibilidade e da qualidade da atividade assistencial», acrescentando que haverá lugar à «retribuição financeira às equipas e profissionais em função do desempenho».

O modelo com equipas dedicadas tem ainda como orientações genéricas, a articulação com os meios e estruturas de resposta em situações de emergência pré hospitalar; a garantia do cumprimento dos algoritmos e dos protocolos das vias verdes; a garantia de tempos de resposta adequados para doentes críticos e urgentes, em termos de observação médica, cuidados e decisão; e a interação e partilha com cuidados de saúde primários e com as respostas da RNCCI, do Setor Social e da Comunidade, na prevenção das situações de urgência e emergência, na resposta intra-hospitalar e na continuidade de cuidados.

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11 de Dezembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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