Ordem dos Médicos pede «exceção» para operar crianças 

12.12.2018

Greve cirúrgica dos enfermeiros 
A Ordem dos Médicos (OM) defendeu esta terça-feira, no final de uma reunião com os diretores clínicos dos cinco hospitais afetados pela greve cirúrgica dos enfermeiros, uma «situação de exceção» para a cirurgia pediátrica, de forma a não prejudicar o ano escolar.

O bastonário Miguel Guimarães explicou que «parte significativa das crianças está a ser afetada» pela greve porque não são casos graves e não integram os serviços mínimos, e que «muitas destas cirurgias são agendadas para momentos oportunos do calendário escolar», com um natural impacto negativo no ano escolar.

Recorde-se que no final da semana passada, o presidente do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte alertou para que, desde o início da greve, não foi operada uma única criança.
Para Miguel Guimarães, os serviços mínimos, negociados entre sindicatos e hospitais, deveriam ser alargados para acolher estes casos.

A Ordem dos Médicos defendeu esta terça-feira, no final de uma reunião com os diretores clínicos dos cinco hospitais afetados pela greve cirúrgica dos enfermeiros, uma «situação de exceção» para a cirurgia pediátrica, de forma a não prejudicar o ano escola

Segundo Miguel Guimarães, a situação é «grave e inédita» e afeta não só cinco hospitais, mas a resposta de todo o Serviço Nacional de Saúde, informando que algumas unidades «já começaram a pedir auxílio aos vizinhos».

Em Lisboa, o Hospital de Santa Maria transferiu doentes graves que não conseguiu operar para o Hospital de S. José, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e Beatriz Ângelo.

No Porto, ainda não terá havido transferências, mas o Hospital de Gaia poderá ser chamado a dar apoio.
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra é o mais desprotegido, pela sua dimensão e porque os hospitais mais próximos não têm capacidade de resposta, disse o bastonário.

«A informação que tenho é que os doentes mais graves ou já foram tratados ou estão a ser tratados», assegurou.

A greve dos enfermeiros às cirurgias programadas começou a 22 de novembro nos centros hospitalares de S. João, do Porto, Coimbra, Lisboa Norte e Setúbal e pode durar até ao final do ano se Governo e sindicatos não se entenderem.
 
Entretanto, a Federação dos Sindicatos dos Enfermeiros já disse que Governo tem até dia 18 de dezembro para travar paralisação. De outra forma, a juntar à greve aos blocos cirúrgicos, que se vai estender, pelo menos, até ao último dia do ano, os enfermeiros estão a intensificar os protestos.

O Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) e o Sindicato dos Enfermeiros (SE) anunciaram, esta segunda-feira, uma paralisação para depois do Natal, nos dias 26, 27 e 28 de dezembro.

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros (Fense), que integra estas duas estruturas sindicais, já entregou um pré-aviso de greve, «sob a forma de paralisação total e com o abandono do local de trabalho».

Em causa está o impasse em torno do acordo coletivo de trabalho.
O acordo que está a ser negociado inclui três categorias profissionais – enfermeiro, enfermeiro-especialista e enfermeiro-diretor – e propõe um aumento do vencimento base de 1201 euros para 2020 euros.

Note-se que os sindicatos que convocam agora a greve geral de três dias não apoiam a greve prolongada às cirurgias.

A Fense classifica mesmo a greve às cirurgias, que é apoiada por dois sindicatos recém-formados (o SINDEPOR e a ASPE), como «populista».

18tm50K
12 de Dezembro de 2018
1850Pub4f18tm50K

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 24.06.2019

ANEM acusa Marta Temido de «enorme distanciamento da realidade»

A Associação Nacional dos Estudantes de Medicina (ANEM) «condena veementemente», numa carta aberta,...

por Teresa Mendes | 24.06.2019

Apifarma contra novas orientações para estudos de avaliação económica

A Apifarma está «veementemente» contra a proposta do Infarmed para alteração das Orientações Metodol...

por Teresa Mendes | 24.06.2019

 Taxas moderadoras nos centros de saúde vão acabar, mas de forma faseada

O fim das taxas moderadoras nos centros de saúde vai ser realizado de uma forma faseada, não entrand...

por Teresa Mendes | 24.06.2019

 «OSTEOGLUTIS» vence 3.ª Edição da Bolsa de Investigação em Mieloma Múltipl...

  «Tackling multiple myeloma by osteoblast cross regulation – OSTEOGLUTIS» é o nome do projeto vence...

por Teresa Mendes | 21.06.2019

14 recomendações dos doentes para o SNS

A Convenção Nacional da Saúde (CNS), que juntou mais de 160 instituições do setor, nesta terça-feira...

por Teresa Mendes | 21.06.2019

Campanha da DGS e IPDJ quer inspirar portugueses a praticar exercício físic...

 A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), com o apoio...

por Teresa Mendes | 21.06.2019

USF modelo B passam a ter de fundamentar a aprovação da carga horária

O Ministério da Saúde quer combater as diferentes práticas e interpretações, em termos de horários d...

19.06.2019

Texto da nova Lei de Bases da Saúde fica sem referências às PPP

O grupo de trabalho que discute a nova Lei de Bases da Saúde no Parlamento chumbou esta terça-feira...

por Teresa Mendes | 19.06.2019

 7.ª Edição do Prémio Maria José Nogueira Pinto conta com mais de 100 candi...

São mais de 100 as candidaturas recebidas pelo comité da 7.ª Edição do Prémio Maria José Nogueira Pi...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.