Ministério esclarece que declarações de Marta Temido são verdadeiras

por Teresa Mendes | 27.12.2018

Ordem dos Médicos ameaça ministra com recurso aos tribunais 
A Ordem dos Médicos (OM) nega a existência de propostas por parte do Ministério da Saúde para contratar anestesiologistas por 500 euros à hora, como afirmou a ministra da Saúde, Marta Temido, considerando que essas notícias são «um mito de Natal». Contudo, um comunicado emitido hoje pelo Ministério da Saúde (MS) reafirma «a veracidade» das declarações de Marta Temido.

No âmbito de notícias que dão conta de alegada contratação de um anestesista em prestação de serviço para completar a escala da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), nos dias 24 e 25 de dezembro, o Ministério da Saúde esclarece que «o Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC) procurou realizar a contratação externa de um anestesista junto de empresas prestadoras de serviços, de forma a garantir o suprimento da necessidade de um especialista na escala da MAC nestes dias» e que «uma das respostas enviadas por uma destas empresas ao CHLC referia que os vários especialistas contactados não estavam disponíveis para trabalhar pelos valores propostos (cujos valores de referência constam do despacho 3027/2018) e incluía ainda a disponibilidade de um anestesista mediante o pagamento de 500 euros por hora».

Por esse motivo, «o MS reafirma a veracidade das declarações proferidas neste âmbito, de que existiu uma proposta no valor referido por parte dos prestadores de serviço», reforça o comunicado.

A Tutela sublinha ainda que «foram feitos todos os esforços para garantir a segurança e qualidade dos cuidados de saúde prestados, articulados, como habitualmente, na resposta em rede com outras unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde da região de Lisboa».

A Ordem dos Médicos nega a existência de propostas por parte do Ministério da Saúde para contratar anestesiologistas por 500 euros à hora, como afirmou a ministra da Saúde, Marta Temido, considerando que essas notícias são «um mito de Natal»

A OM, numa nota à Imprensa da OM, exigia que a situação fosse «totalmente esclarecida», desafiando a ministra a «apresentar publicamente os documentos oficiais emitidos pelo Centro Hospitalar de Lisboa Central que comprovem as suas palavras ou, em alternativa, a dizer a verdade aos portugueses».

Também o Sindicato Independente dos Médicos tinha lamentado, num comunicado), que «a Senhora Ministra ao invés de responsabilizar a administração responsabilize os médicos referindo valores de 500 euros por hora quando os médicos do quadro nem um vigésimo desse valor auferem», exigindo «saber a quem e onde foram feitos pagamentos desta ordem». 

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27 de Dezembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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