Enfermeiros põem Centro Hospitalar de Lisboa Central em tribunal

por Teresa Mendes | 31.12.2018

Há 10 anos que profissionais não têm qualquer progressão na carreira
Mais de 180 enfermeiros do Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC) avançaram, esta sexta-feira, com uma ação conjunta em tribunal para exigir o reposicionamento remuneratório e ver reconhecidos todos os anos de trabalho desde a última progressão na carreira, há 10 anos.

Segundo a ação, a que a agência Lusa teve acesso, os enfermeiros do CHLC pretendem «ver reconhecido o direito a que sejam tidos em conta todos os anos de exercício de funções desde a última progressão na carreira» e querem ver terminado o processo de reposicionamento remuneratório.

Segundo a Lusa, grande parte destes enfermeiros mantêm-se até hoje na primeira posição remuneratória da categoria de enfermeiro e, por isso, a receber a mínima remuneração possível.

A última vez que estes profissionais tiveram uma promoção na carreira foi há 10 ou mais anos, indica a ação.

Os enfermeiros «considerem estarem criadas condições para verem ser contabilizados todos os anos de exercício de funções para efeitos de reposicionamento remuneratório».

Na ação entregue no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, os enfermeiros recordam que «existem vários hospitais do Serviço Nacional de Saúde que já terminaram o processo de reposicionamento remuneratório e reconheceram aos profissionais a atribuição de 1,5 pontos por cada ano entre 2011 e 2014».

Em declarações à mesma agência, Rogério Alves, o advogado que representa estes enfermeiros, afirmou os profissionais pretendem «a efetivação de um direito que têm, mas que não é reconhecido na prática».

O advogado recorda que o direito de reconstrução da carreira e de reposição remuneratória resulta da própria lei do Orçamento do Estado de 2018 e tem efeito retroactivo.

Mais de 180 enfermeiros do Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC) avançaram, esta sexta-feira, com uma ação conjunta em tribunal para exigir o reposicionamento remuneratório e ver reconhecidos todos os anos de trabalho desde a última progressão na carreira, há 10 anos 

Para o advogado, além da discrepância em relação à lei, há ainda discrepância em relação ao que acontece noutros centros hospitalares, que já atribuíram o reposicionamento remuneratório.

«Isto parece absurdo, que os mesmos profissionais em diferentes centros hospitalares tenham situações diferentes», afirma Rogério Alves, considerando que «além de injusta», a situação é mesmo ilegal.

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31 de Dezembro de 2018
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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