Ministério anuncia contratação de 450 novos enfermeiros

por Teresa Mendes | 07.01.2019

Bastonária diz que medida é positiva, mas insuficiente 
 A bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE) considera positiva a contratação de 450 novos enfermeiros para os hospitais públicos anunciada este sábado pelo Ministério da Saúde, mas diz que o número é insuficiente e que a medida é uma reação do Governo à «situação caótica vivida nas urgências».

Num comunicado, o Ministério da Saúde anunciou, além dos 450 enfermeiros, a contratação de 400 assistentes operacionais para os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

«Ela [a medida] é boa, evidentemente. Agora, não nos podemos esquecer de que estavam em falta, só por causa da questão da passagem para as trinta e cinco horas, mais setecentos enfermeiros que tinham sido na altura combinados, entre o ministro [da Saúde] Adalberto [Campos Fernandes] e o ministro das Finanças, em outubro, que não chegaram a ser contratados», recordou Ana Rita Cavaco, em declarações este domingo, à agência Lusa. 

Além deste compromisso não concretizado, a bastonária da OE lembrou que Portugal, em termos internacionais, «tem dos mais baixos rácios» dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico: 4,2 enfermeiros por 1.000 habitantes quando a média na OCDE é de 9,3.

Para Ana Rita Cavaco, esta decisão da tutela é também uma reação à «situação caótica» que se verifica em urgências de hospitais do país, devido à época gripal.

«Também achamos que o Governo está a reagir àquilo que é já uma situação caótica em várias urgências do país: Barreiro, Setúbal, no Norte também muitos hospitais com urgências sobrecarregadas, inclusive o [Hospital] Garcia da Orta esteve alguns dias sem receber doentes vindos do INEM, precisamente por isso», disse a bastonária.

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE) considera positiva a contratação de 450 novos enfermeiros para os hospitais públicos anunciada este sábado pelo Ministério da Saúde, mas diz que o número é insuficiente e que a medida é uma reação do Governo à «situação caótica vivida nas urgências»

Apesar de a contratação destes 450 profissionais ser «positiva», Ana Rita Cavaco lamenta que este tipo de medidas sejam tomadas em épocas críticas para os hospitais, como a gripal, colocando problemas na contratação destes profissionais.

A nota divulgada pelo gabinete da ministra da Saúde, Marta Temido, informa que «os hospitais vão iniciar de imediato os procedimentos necessários à celebração de contrato, constituindo este o primeiro reforço de recursos humanos para 2019».

O Ministério da Saúde acrescenta que a autorização conjunta do Ministério da Saúde e do Ministério das Finanças «prevê a contratação destes profissionais por tempo indeterminado, na medida em que irão satisfazer necessidades permanentes de serviço».

Segundo a mesma nota, estes profissionais irão dar resposta, «em simultâneo, às necessidades sazonais, ou seja, associadas ao período de inverno e ao surgimento de síndromas gripais e respiratórios».

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07 de Janeiro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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