«O trabalho diário passou a gestão permanente de crises»

08.01.2019

Diretores clínicos do CHULC vão enviar manifesto ao Presidente da República
 Os diretores clínicos do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) vão enviar um manifesto ao Presidente da República e ao Governo.
Em causa o que dizem ser a «grave situação que compromete já hoje a segurança clínica».
«O trabalho diário passou a gestão permanente de crises», alertam os signatários.

O documento, assinado por todos os diretores das áreas clínicas e responsáveis de especialidade, foi aprovado numa reunião que decorreu, esta segunda-feira, no Hospital S. José, avança a agência Lusa e a RTP.

Os signatários dão um mês para que a situação mude ou reservam-se o direito de avançarem para outras medidas que não especificam.

No manifesto de seis pontos, os diretores clínicos começam por alertar para a «elevada degradação das condições de trabalho».

Os problemas incluem «falta de pessoal médico, de pessoal técnico e de enfermagem, a disponibilidade de material de consumo, a introdução de equipamento especializado, o investimento na inovação, e a mera logística para o normal exercício profissional».
 
Os diretores clínicos do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) vão enviar um manifesto ao Presidente da República e ao Governo a denunciar o que dizem ser a «grave situação que compromete já hoje a segurança clínica»

«O trabalho diário passou a gestão permanente de crises», destaca o manifesto que vai chegar ao Presidente da República, primeiro-ministro, ministros das Finanças e da Saúde e administração do CHULC.
Os responsáveis médicos do CHULC consideram «estar agora seriamente comprometida a sua dupla capacidade de prestação assistencial e de treino médico».
«Esta degradação tem vindo a instaurar-se ao longo dos últimos anos, assumindo diversas matizes, tais como a progressiva perda de autonomia na gestão, a incapacidade de influenciar o desenvolvimento tecnológico dos serviços ou, mais recentemente, a capacidade de reter talentos profissionais emergentes.

Este facto afeta o presente, e compromete gravemente o futuro», lê-se no documento.

Os signatários advertem que esta «grave situação» compromete «já hoje a segurança clínica, e não menos compromete a capacidade formativa» dos profissionais necessários para renovar o quadro médico.

A «deterioração das condições de trabalho traz riscos para os doentes e comprometerá no curto prazo a capacidade assistencial, levando ao encerramento de serviços», alerta ainda o manifesto.

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08 de Janeiro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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